“Pabllo Vittar e a roupa invisível do rei nu.”
“O que vemos em Pabllo é o grotesco alçado à condição de algo sacrossanto e imune às críticas, por justificativas ideológicas, extra-artísticas. Pabllo é também uma vítima, uma voz com prazo de validade, marionete de um esquema muito mais poderoso do que ele sequer imagina. Podemos verificar o mesmo fenômeno nos esportes, com Rodrigo ‘Tiffany’ de Abreu e Fallon Fox. O problema não é Pabllo, em si, mas a máquina que o maneja. Para o establishment, não se trata de música, mas de um símbolo a ser defendido politicamente.”
(Tom Martins - 17/01/2018)
http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/pabllo-vittar-e-a-roupa-invisivel-do-rei-nu-bxjb2jj7fbmp1m1ndi5p17yk5
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
Oscar Perez, que a sua luta não tenha sido em vão. Vai com Deus, guerreiro! (PauloGeo)
São HOMENS como este que a IDEOLOGIA COMUNISTA COM APOIO DA ESQUERDA E DO SOCIALISMO QUEREM DESTRUIR, POIS SIMBOLIZAM O QUE HÁ DE MELHOR NA RAÇA HUMANA. Oscar Perez, que a sua luta não tenha sido em vão. Vai com Deus, guerreiro! (PauloGeo)
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=2007367952812668&id=1910950932454371
sábado, 13 de janeiro de 2018
“Por que a beleza importa?
“Por que a beleza importa?
Em qualquer tempo, entre 1750 e 1930, se se pedisse a qualquer pessoa educada para descrever o objetivo da poesia, da arte e da música, eles teriam respondido: a beleza. E se você perguntasse o motivo disto, aprenderia que a beleza é um valor tão importante quanto a verdade e a bondade.
Então, no século XX, a beleza deixou de ser importante. A arte, gradativamente, se focou em perturbar e quebrar tabus morais. Não era beleza, mas originalidade, atingida por quaisquer meios e a qualquer custo moral, que ganhava os prêmios.
Não somente a arte fez um culto à feiúra, como a arquitetura se tornou desalmada e estéril. E não foi somente o nosso entorno físico que se tornou feio: nossa linguagem, música e maneiras, estão ficando cada vez mais rudes, auto centradas e ofensivas, como se a beleza e o bom gosto não tivessem lugar em nossas vidas.
Uma palavra é escrita em letras garrafais em todas estas coisas feias, e a palavra é: EGOÍSMO. "Meus lucros", "meus desejos", "meus prazeres". E a arte não tem o que dizer em resposta, apenas: "sim, faça isso"!
Penso que estamos perdendo a beleza e existe o perigo de que, com isso, percamos o sentido da vida.”
(Roger
Scruton)
www.roger-scruton.com
www.roger-scruton.com
sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
Paulo Francis fala sobre o COMUNISMO.
Paulo Francis fala sobre o COMUNISMO.
Entrevistador:
-Você frequentemente é criticado porque teria se tornado de
revolucionário a conservador.
Paulo Francis:
-Eu cresci e me tornei adulto.
"O Brasil é o ÚNICO país no mundo que leva o comunismo
a sério."
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
O que está por trás da criminalização da cantada masculina.
O que está por trás da
criminalização da cantada masculina.
(Mulheres e homens têm
sensibilidades diferentes, mas não serão leis ou faniquitos midiáticos que
mudarão isso.)
A polêmica da semana na FANIQUITOSFERA feminista é por causa
da carta assinada pela francesa Catherine Deneuve e por outras 100 atrizes em
favor do direito dos homens cantarem as mulheres.
Quem conhece um pouquinho da história e das ideias
socialistas sabe que nos grupos, movimentos e partidos de esquerda não existe
uma única gota de preocupação com o bem-estar das pessoas. Existe apenas a
obsessão em submeter todas as relações privadas ao estado.
O esforço em criminalizar a cantada masculina é um claro
exemplo disso.
A estratégia passo a passo:
1 – Destacam casos extremos de assédio como se eles
predominassem em nosso cotidiano.
2 – Fundem todos os incontáveis tipos de assédio num único
tipo de agressão, violenta ou humilhante, onde todas as mulheres ficam
traumatizadas para sempre.
3 – Tentam consolidar bordões do tipo “pelo fim da cultura
do estupro” como se vivêssemos numa sociedade em que o estupro é aceito, como
em certos países árabes.
4 – Por meio de matérias na imprensa e declarações de
artistas, forjam um drama nacional que de fato não existe.
5 – Cobram do governo medidas contra a “cultura do estupro”.
6 – Parlamentares da esquerda apresentam projetos de lei de
regulação do assédio e por pressão da imprensa e do meio artístico são
aprovados.
7 – A esquerda ganha uma nova arma contra seus opositores:
todo homem que for acusado de assédio, além de ser linchado pela imprensa,
pelos artistas e demais grupos socialistas, sofrerá punições judiciais.
Com isso, a obsessão socialista pelo controle terá
conseguido destruir a liberdade de homens e mulheres se relacionarem a partir
de seus próprios julgamentos e decisões, impondo a força da lei sobre o desejo
sexual masculino e enquadrando a mulher como propriedade do estado, já que será
ele avaliará o que é bom ou ruim para ela até no ambiente social.
Uma pergunta: por que o movimento feminista e demais grupos
de esquerda não fazem campanha para que as mulheres aprendam a se defender dos
molestadores e cobrem do governo toda liberdade para isso?
Respondo: porque o movimento socialista não quer uma
sociedade de indivíduos autônomos e que reajam à agressões. O movimento
socialista quer uma sociedade covarde, desarmada e dependente do governo. O
contrário disto é uma sociedade com poder para se voltar contra governos
corruptos e tiranos, que não admite restrições à liberdade e agressões à
propriedade privada. Por isso a esquerda é contra o porte de armas. Por isso a
esquerda odeia os Estados Unidos.
O machismo é a ideia de que a mulher deve se sujeitar ao
homem.
O socialismo é a ideia de que a mulher e o homem devem se
sujeitar ao estado.
Sim, muitos homens cometem abusos contra mulheres, mas
grande maioria só o faz porque confiam que elas não reagirão.
Para ilustrar essa questão, recomendo o filme Cairo 678, que
retrata o caso de três mulheres vítimas de assédio sexual na capital do Egito.
Uma delas recorreu à política para tentar conter a cultura do estupro que, em
grande parte do mundo muçulmano, é uma realidade. A outra tentou recorrer à
família. Nenhuma delas obteve sucesso.
Quem conseguiu reverter a situação foi a mulher mais pobre
que resolveu apunhalar os homens que se esfregavam nela nos ônibus. Os casos
foram repercutidos pela imprensa, motivando outras mulheres a fazer o mesmo.
Resultado: os assédios acabaram porque os homens passaram a
temer a reação das mulheres.
Isso sim seria um “empoderamento” legítimo, bem diferente
dos faniquitos diários das feministas que se dedicam a pedir que o governo
regule as relações entre homens e mulheres.
Existem mil formas de assédio. Cada mulher reage de maneira
diferente a cada uma delas. Algumas gostam de ser assediadas. Outras não.
Alguns homens puxam as mulheres pelos braços nas festas e se esfregam nelas nos
ônibus. A grande maioria não. Ou seja: estão tentando criminalizar todos os
homens e fazendo-os pagar pelos atos de uma pequena minoria para consolidar a
narrativa de que “todo homem é um potencial estuprador”.
O fato é que homens são apenas criaturas rudes. Não sabem o
que cada mulher quer ouvir e se ela está ou não receptiva a uma investida mais
direta. Por isto, muitas vezes falam besteira e agem de forma inadequada.
Mulheres e homens têm sensibilidades diferentes, mas não
serão leis ou faniquitos midiáticos que mudarão isso.
A generalização do assédio, convertendo todos os casos em
“crimes contra a mulher”, não é apenas uma forma de concentrar ainda mais poder
no estado, mas também de retirar das relações humanas uma de suas
características: o esforço diário dos homens em atrair a atenção das mulheres.
Outra pergunta: quantas mulheres querem viver num mundo onde
homens tenham medo de manifestar interesse por elas? Creio que poucas. A grande
maioria quer apenas que eles se expressem melhor e se comportem de maneira
adequada. Então, em vez de repercutir os faniquitos da minoria, as mulheres
devem criar formas de serem respeitadas e de reagir às agressões.
Espero que todas as mulheres reajam com firmeza contra todos
que julgarem inconvenientes e agressivos, mas que jamais concedam ao estado o
poder de legislar as relações entre elas e os homens porque será o fim da frase
que parte delas adora repetir: “meu corpo, minhas regras”.
Tens suas regras? Ok. Faça você mesma com que os homens as
cumpram.
(João
César de Melo - 11/01/2018 )
"RESPOSTAS A UM TEXTO ESQUERDISTA" - "Entenda pela última vez quando digo que sou de esquerda..."
RESPOSTAS A UM TEXTO
ESQUERDISTA
À luz do Objetivismo, Roberto
Rachewsky rebate o texto de um esquerdista, enviado a um dos leitores do site
Objetivismo Brasil.
Eis o texto:
"Entenda pela última vez
quando digo que sou de esquerda. Ser de esquerda é:
- Optar pelos pobres,
indignar-se frente à exclusão social.
- Inconformar-se com
toda forma de injustiça.
- Considerar aberração
a desigualdade social
- Defender os direitos
do animais.
- Condenar homens
brancos, ricos!
Segue a resposta, ponto a
ponto.
- [Ser de esquerda é
optar pelos pobres]
A opção pelos pobres que a
esquerda costuma reivindicar para si é falaciosa. Nenhum sistema
político-econômico destruiu mais riqueza, substituindo-a por miséria, que os
regimes de esquerda, independentemente de sua forma - comunismo, socialismo,
social democracia, fascismo ou nazismo.
A opção pelos pobres é ilusória.
Na realidade, esquerdistas optam pela miséria e pobreza. Na ânsia de distribuir
a riqueza criada, destroem oportunidades, desestimulam o desenvolvimento,
acabam com a abundância e, logo, instituem a escassez.
O capitalismo, sistema
político-econômico que fundamenta o livre mercado, ou seja, o mercado livre da
coerção e da violência em que predomina a livre iniciativa, a propriedade
privada, o respeito aos contratos, às transações particulares e aos direitos
individuais inalienáveis (à vida, à liberdade, à propriedade e à busca da
felicidade), é o único que reduz a população pobre ao criar as condições
necessárias para que enriqueçam, reduzindo ou eliminando, quase totalmente, a
pobreza e a miséria.
- [Ser de esquerda é
considerar aberração a desigualdade social]
A desigualdade social que os
esquerdistas tanto denunciam é apenas um sintoma do ressentimento que carregam
na alma. Todo esquerdista se submete à inveja por não aceitar o sucesso e a
felicidade alheia. Desprezam os virtuosos exatamente por esses serem virtuosos.
Ou, pior, experimentam um doloroso sentimento de culpa. Todo esquerdista rico
não suporta a pobreza alheia – e nem a própria riqueza - normalmente obtida
através de algum privilégio estabelecido à custa dos pobres, do qual jamais
abrirá mão.
Desigualdade social, tanto do
ponto de vista econômico como do moral, é irrelevante. Nós, seres humanos,
somos indivíduos e como tal desiguais em todos os aspectos metafísicos. Temos
características distintas; temos talentos, virtudes e vícios diferentes uns dos
outros, e queremos coisas diferentes. São nossas diferenças, manifestadas em
nossas ações num regime de liberdade, que nos fazem cooperar com vistas a
suprir nossas deficiências, carências e demandas. São nossas diferenças que nos
fazem mais ricos como sociedade. Somente na morte encontramos a
igualdade absoluta. Por isso mesmo que os regimes socialistas matam tanto
quando os tiranos no poder resolvem impor uma igualdade geral, tolhendo as
liberdades, anulando as identidades individuais e, até mesmo, aniquilando a
vida de quem se rebela contra a opressão. Os tiranos no poder se consideram
melhores que os outros, e são os mais violentos. Questionar a desigualdade
social e econômica não faz sentido: temos de questionar, sim, porque a pobreza
e a miséria existem. Qual a resposta? Pela falta de liberdade.
- [Ser de esquerda é
indignar-se frente à exclusão social]
Somente a violência do Estado
pode estabelecer a exclusão social. Por exemplo, o salário mínimo exclui do
mercado de trabalho jovens inexperientes ou pessoas com baixa produtividade que
produzem menos valor que o salário mínimo imposto pelo governo ao empregador.
Outro exemplo é a burocracia estabelecida pelo Estado que dificulta o acesso de
quem quer produzir no mercado, excluindo-os da possibilidade de criar valor
para sua subsistência, bem como para o benefício dos demais.
- [Ser de esquerda é
inconformar-se com toda forma de injustiça]
Não existe qualquer outra
forma de injustiça que não seja aquela que desdenha o mérito. Justiça sem
mérito não é justiça. A justiça só tem sentido quando alguém recebe o que fez
por merecer. A única igualdade possível no contexto social é a igualdade
perante a lei. Todos os indivíduos, independentemente de suas diferenças, devem
ser tratados igualmente perante a lei de acordo com seus direitos individuais,
bem como de seus atos. Quem cria valor merece enriquecer; quem destrói, merece
pagar por ele. Quem tira uma vida merece punição, quem gera riqueza para os
outros merece ser recompensado por fazê-lo.
- [Ser de esquerda é gostar
de animais]
Animais não possuem direitos,
devendo ser tratados como bens. Como tal, devem ser submetidos à instituição
que melhor protege qualquer bem, isto é, a propriedade privada. Animais sem
dono sofrem sem cuidados. Animais com dono recebem cuidados melhores porque ele
vê neles um valor (sentimental ou econômico). Animais irracionais não possuem
direitos exatamente por sua natureza irracional. Qualquer ser humano,
independentemente de sua orientação ideológica, é capaz de amar e odiar
animais. Esquerdistas, por exemplo, são capazes de odiar seres humanos.
- [Ser de esquerda é
escrever: fora com esses homens brancos, ricos!!!]
Há diversos tipos de homens,
independentemente da cor da pele, altura, peso, idade, beleza, nacionalidade
ou, até mesmo, nível de inteligência. Da mesma forma, há mulheres de todos os
tipos também. Tal fato não concede a eles/elas qualquer privilégio. Analisar
indivíduos sob um viés coletivista é coisa de preconceituoso, racista,
feminista, machista ou nazista. O que importa de fato é o caráter do indivíduo,
sua racionalidade, sua honestidade – principalmente, a honestidade intelectual
que faz com ele compreenda que qualquer ideia de esquerda ou é proveniente de
um sentimentalismo exacerbado que oblitera a razão e a realidade, ou de um
idealismo utópico que leva ao desejo totalitário de mudar a realidade, a
natureza do universo e do homem. É por isso que, enquanto o capitalismo,
através da liberdade econômica e da igualdade perante a lei, permitiu que
bilhões de pessoas deixassem a miséria, o esquerdismo, em suas variadas formas,
assassinou centenas de milhões através do uso da coerção, do genocídio ou da fome,
intencionalmente ou não. Os sistemas defendidos pela esquerda escravizaram
populações inteiras até que a miséria transformou todos em pobres e miseráveis,
igualmente pobres e miseráveis. No capitalismo, só fica rico quem cria valor
equivalente a um sem número de consumidores. Nos sistemas defendidos pela
esquerda, costumam ficar ricos os aliados ou integrantes do poder estatal.
Esses não precisam criar valor algum para a sociedade, bastando apenas a
associação com quem está no poder em busca de algum tipo de privilégio.
Mesmo assim, nem os sistemas
coletivistas-estatistas que a esquerda defende conseguiram promover a igualdade
absoluta. A riqueza produzida sob esses regimes acabou na mão dos psicopatas
que detinham o poder, tornando-os ricos, imoralmente ricos.
Todo esquerdista que se diz a
favor dos pobres está na realidade defendendo a pobreza para benefício de
psicopatas sedentos pelo poder e pela riqueza."
Entendeu?
terça-feira, 2 de janeiro de 2018
Desmentindo o “Panorama Histórico da Palestina” da TV Cultura
Desmentindo o “Panorama Histórico da Palestina” da TV
Cultura
1. Desmentindo o “Panorama Histórico da Palestina” da TV
Cultura.
No dia 13 de dezembro, o Jornal
da Cultura trouxe a professora Arlene Clemesha para explicar 4 mapas
da antiga Palestina/Israel que o programa chamou de “Panorama Histórico da
Palestina”. Segundo o apresentador Willian Corrêa, era preciso voltar a 1946
para “explicar melhor o que está acontecendo em Israel” agora, com a decisão de
Trump sobre Jerusalém:
2. Mostrados no telejornal, são os mesmos que aparecem no
famoso e falso mapa da “perda de terra palestina” de 1946 até a atualidade.
Coincidentemente, os mapas acima,
mostrados no telejornal, são os mesmos que aparecem no famoso e falso mapa da
“perda de terra palestina” de 1946 até a atualidade, com legendas levemente
modificadas de “terras judaicas” para “Israel”, e o último mapa podendo
representar qualquer ano desde 2000.
3. O discurso da perda progressiva de territórios por parte
dos palestinos usando o mapa acima, ficou conhecido em 2010, quando Juan Cole.
O discurso da perda progressiva de
territórios por parte dos palestinos usando o mapa acima, ficou conhecido em
2010, quando Juan
Cole, um blogueiro anti-Israel e professor de história, começou a
divulgá-lo em diversos artigos. Mas vamos ao que Clemesha diz sobre os
mapas.
1o mapa:
4. O primeiro mapa mostra terras pertencentes à “Israel”, em
amarelo, e terras à “Palestina” em verde, em 1946.
Clemesha diz:
“Esse primeiro
mapa mostra em amarelo, as colônias israelenses, ainda sionistas do movimento
sionista judaico que trouxe colonos, trouxe imigrantes da Europa pra Palestina.
Então foram formando pontos de assentamento no território… Até 46 havia essa
realidade.”
Em primeiro lugar, as legendas dos
mapas são erradas, pois até 1948 não havia o Estado de Israel ainda.
Judeus e árabes viviam na Palestina. Os judeus eram chamados de
palestinos, e os árabes eram tidos como uma mistura de jordanianos, sírios e
libaneses. Colocar Israel versus Palestina implica que havia um
“Estado” da Palestina que foi depois tomado por Israel, quando na verdade os
territórios são os mesmos, apenas o seu nome mudou, como fizeram os romanos
quando trocaram o “Judéia” por “Syria Phalaestina”.
Em segundo lugar, este mapa não tem
absolutamente nada a ver com a localização de judeus e árabes na Palestina em
1946. As partes amarelas são propriedades privadas de judeus
(compradas) e as partes verdes são uma mistura de propriedades privadas árabes com
áreas públicas controladas pelos britânicos (que constituíam pelo menos 50% de
todo o território, incluindo o inabitado deserto do Negev). Judeus e árabes
viviam em ambas as “cores”, em terras privadas e públicas.
O mapa apresenta uma divisão que
passa a ideia de um território governado por árabes e não por britânicos. Seria
possível também desenhar um mapa dos árabes versus a
Palestina, combinando a terra privada judaica com as terras do governo sob o
nome de Palestina. Assim, pareceria que os judeus possuiriam a maior parte da
terra na época.
E um último ponto, Clemesha fala em
“assentamentos” judaicos na Palestina, passando a ideia de ocupação ilegal
(como existe hoje), sem mencionar que árabes provenientes de outros países
também formaram assentamentos árabes na Palestina. As terras em amarelo
foram compradas por judeus diretamente dos otomanos desde a 1a metade
do século XIX.
2o mapa:
5.
O segundo mapa apenas mostra o plano de partilha da ONU, de 1947, que foi
rejeitado por toda a Liga Árabe e, portanto, nunca entrou em vigor.
Clemesha diz:
“Em 47, a
ONU votou a partilha da Palestina na medida em que existia um conflito na
região. Votou-se a partilha, o território verde, designado pra criação de um
Estado árabe-palestino, e o território amarelo, designado pra criação de um
Estado judeu, e Jerusalém seria uma zona administrada pela ONU, pela
importância pras três religiões monoteístas.”
Clemesha passa uma informação FALSA ao falar em Estado
árabe-palestino. Naquela época, não existia o conceito de “palestino” atrelado
somente a árabes. A ONU nunca falou em Estado árabe-palestino ou Estado
palestino, apenas em Estado árabe. Vejam esta passagem da Resolução 181, e
entendam que judeus e árabes eram tidos como palestinos, residentes da Palestina:
(ONU) Resolução 181: 1. “Cidadania. Cidadãos palestinos residindo na
Palestina fora da cidade de Jerusalém, bem como árabes e judeus que, sem
cidadania palestina, residem na Palestina fora da cidade de Jerusalém, devem,
após o reconhecimento da independência, tornarem-se cidadãos do Estado em que
residem e desfrutar de plenos direitos civis e políticos.”
O Plano de Partilha ganhou
a forma que ganhou porque as cidades e aldeias judaicas estavam
espalhadas por toda a Palestina e seu alto padrão de vida atraiu grandes
porções de população árabe. Reconhecendo que o Estado judaico precisaria
abrigar a maioria da população da Palestina (a maioria dos judeus e parte dos
árabes), a partilha alocou 54% do território para isso. O restante formaria o
Estado árabe. Os limites foram baseados exclusivamente em dados
demográficos: O Estado judeu deveria ser composto por 538.000 judeus e 397.000
árabes, e o Estado árabe por 804.000 árabes e 10.000 judeus.
Sobre Jerusalém
internacionalizada, Willian comenta:
“Mas isso
não aconteceu… só no papel. Quem administrou mesmo foi Israel.”
Clemesha dá a sua explicação:
“Claro, porque
em seguida, final de 47 começa uma guerra civil. Em 48, começa a guerra
árabe-israelense. Com essa guerra Israel expandiu seu território pra todo
esse amarelo. Então isso aqui nunca saiu do papel, o que aconteceu foi essa
realidade em que o recém-criado, Israel se funda nesse momento conquistando 78%
do território da Palestina histórica. E jerusalém ficou exatamente aqui,
dividida ao meio.”
Quantas informações cruciais
Clemesha pode esconder para fazer parecer que Israel simplesmente contrariou o
Plano da ONU e tomou não só Jerusalém como a “maioria” da Palestina para si e
sem motivos?
Israel não se fundou após a guerra,
com a conquista de territórios, mas antes e respeitando as fronteiras do
Plano de Partilha (ou seja, Jerusalém internacionalizada). E a guerra
árabe-israelense não começou do nada. No dia seguinte à declaração de
independência, o novo país foi atacado pelo Egito, Síria, Iraque,
Transjordânia, Líbano e Arábia Saudita.
No final, apesar da desvantagem em
números e em armas, Israel ganha a guerra e conquista territórios em uma guerra
defensiva, incluindo Jerusalém.
Clemesha:
“A Jordânia que
veio ao socorro dos palestinos, estacionou suas tropas e conseguiu defender
Jerusalém oriental, onde tá a Cidade Velha, onde estão os monumentos
históricos. Então a Jordânia ficou com Jerusalém oriental, administrando ela em
nome dos palestinos, a quem pertence os territórios historicamente, e Jerusalém
ocidental israelense.”
FALSAS. Clemesha passa apenas
informações FALSAS. A Jordânia (na época ainda Transjordânia) não atacou Israel
nem para socorrer palestinos nem para defender Jerusalém oriental, ou Jerusalém
inteira. Assim como os outros países árabes, a Jordânia atacou Israel após a
sua fundação com o intuito de exterminar os judeus e seu país como um todo.
Jamal Husseini, o porta-voz da Liga
Árabe, já havia dito à ONU antes da partilha, que os árabes molhariam
“o solo de nosso amado país com a última gota de nosso sangue.” Após os
países árabes atacarem Israel, Abd al-Rahman Azzam Pasha, secretário-geral
da Liga Árabe afirmou: “Será uma guerra de aniquilação. Será um importante
massacre na história que será lembrado como os Massacres dos Mongóis ou as
Cruzadas”.
A Jordânia não “defendeu” Jerusalém
oriental, ela apenas estava parada no meio da cidade quando houve um
cessar-fogo e posterior assinatura dos Acordos de Armistício em 1949.
Os acordos declararam que Israel e Jordânia dividiriam geograficamente
Jerusalém, por tempo provisório (sem constituir fronteiras políticas ou
territoriais), e trabalhariam juntos para o reinício do funcionamento de
instituições, acesso ao cemitério judaico no Monte das Oliveiras (onde os
judeus enterraram seus falecidos por mais de 2.500 anos), e lugares sagrados.
Mas a Jordânia violou o acordo,
e bloqueou e isolou o leste de Jerusalém com arame farpado e muros de
concreto. Os judeus que ali viviam foram mortos ou expulsos, e o acesso aos
locais sagrados foi negado a toda a população do lado israelense (inclusive
árabes), contrariando os termos do armistício.
Se o intuito da Jordânia era
administrar a região em nome dos “palestinos” e se esses “palestinos” tinham
direito à região, como afirma Clemesha, por que a Jordânia proibiu que os
árabes do lado de fora das linhas do armistício entrassem em Jerusalém
oriental e Cisjordânia? Porque o intuito da Jordânia não era proteger os árabes
da Palestina ou seus direitos – vide a falta de interesse em criar um Estado
para eles quando justamente as terras estavam sob controle árabe -, mas manter
um estado de guerra com Israel.
3o mapa:
6. O terceiro mapa mostraria a região após a primeira guerra
Árabe-Israelense, colocando a Cisjordânia e a Faixa de Gaza sob soberania
palestina até 1967. Isto nunca ocorreu, pois neste período Jordânia e Egito
tomaram o controle militar destas regiões.
Clemesha continua:
“A ONU
reconheceu exatamente isso, essa divisão de Jerusalém entre árabes-palestinos e
israelenses nesse momento porque houve um armistício em 49, e a situação
concreta ficou como sendo essa.”
A ONU não reconheceu especificamente
soberanias sobre Jerusalém, mas apenas supervisionou o acordo entre os dois
países e aceitou as linhas de armistício.
Willian:
“E agora vem o
Trump...”
Aqui Willian faz parecer que Trump
veio para desfazer à força um acordo feito em 1949… Mas eis que falta comentar
sobre a Guerra de 1967, o que Clemesha não consegue fazer de forma ética e
profissional.
Clemesha:
“Porque em 67,
o que aconteceu foi que Israel invadiu a Cisjordânia, toda essa parte, a Faixa
de Gaza, as Colinas do Golã da Síria, e também o Sinai que já foi devolvido pro
Egito… Invadiu essas regiões e manteve essa ocupação da Faixa de Gaza,
Cisjordânia, Sinai… e Jerusalém leste, árabe-palestino, foi não só ocupada como
anexada.”
Não, Israel não invadiu a
Cisjordânia ou as outras partes. Israel tomou estas terras em um ato defensivo,
incluindo Jerusalém leste jordaniano.
Em 1967, as nações
árabes tentaram eliminar Israel novamente: desta vez a guerra começou com
uma escalada complexa que incluiu um casus belli inicial (atos de guerra) pelo
Egito e um ataque preventivo de Israel contra a força aérea egípcia. No
entanto, o objetivo das nações árabes combatentes (Egito, Jordânia, Síria) e
das outras nações que apoiavam a campanha (Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e
Argélia) foi o mesmo que em 1948: a destruição total de Israel.
A Jordânia resolveu se juntar ao
Egito na guerra contra Israel, apesar de Israel emitir um comunicado claro
dizendo que não atacaria aquele lado se a Jordânia ficasse de fora. Mas o
descaso do país árabe seguido de intenso bombardeio de alvos israelenses levou
à entrada de Israel na Cisjordânia e parte oriental de Jerusalém, derrubando as
barreiras e reunificando a cidade.
Israel declarou a anexação de
Jerusalém oriental, declarou que jamais devolveria Jerusalém oriental, e essa
anexação não foi reconhecida pela ONU. Essa anexação foi considerada ilegal
pela ONU, e na medida em que foi assim, nenhum país no mundo mantém sua
embaixada em Jerusalém pra não reconhecer um ato que é tido como ilegal pela
comunidade internacional, pela lei internacional.
A ONU não reconheceu a anexação de
Jerusalém oriental em 1980, mas antes disso, ao fim da Guerra de 1967, a ONU
emitiu a Resolução 242, que exigiu essencialmente duas coisas:
· a
retirada israelense dos “territórios ocupados”.
· que
todos os Estados envolvidos terminassem a sua beligerância e respeitassem as
fronteiras uns dos outros.
O contexto da resolução deixou claro
que a “retirada de territórios” não significava todos os
territórios, mas retirada apenas na medida em que fosse necessário criar uma
situação segura para todas as partes. Israel aceitou a resolução. A Organização
de Libertação da Palestina (recém-criada) rejeitou a resolução e os
Estados árabes retomaram suas tentativas de aniquilar Israel pouco depois, mais
dramaticamente, na Guerra de Yom Kippur de 1973.
4o Mapa” (HOJE):
7. Quarto
mapa: (Hoje)
Willian:
“E aí o Trump
vem agora e muda, ou pelo menos reconhece Jerusalém como a capital…
…Nenhum
problema haveria se, havendo um acordo de paz, Israel declarasse Jerusalém
ocidental a sua capital, e a Palestina pudesse declarar Jerusalém oriental a
sua capital. Nenhum problema, porque afinal de contas essa cidade foi dividida
e esse status foi reconhecido.
O problema é
que como existe um ato de posse forçosa, ou seja, como existe um ato de
conquista de Israel de uma metade que não é dela, então não se aceita que ela
declare essa capital, essa cidade unificada como sendo a sua capital toda
ela. (…)”
Se algum lado tomou posse
forçosamente, este lado foi a Jordânia em 1948. Israel conquistou terras em
atos defensivos tanto em 1948, quanto em 1967, em guerras que ela não começou.
O quarto e último mapa mostraria a
situação hoje como tendo resquícios da ocupação israelense em territórios da
Palestina desde 1967. Na realidade, na Cisjordânia, as áreas verdes são as
controladas pela Autoridade Palestina, e as que mudaram de verde para amarelo
não são somente assentamentos israelenses, mas também áreas onde Israel mantém
controle de segurança segundo acordos prévios.
As pequenas áreas verdes foram as
primeiras a serem concedidas para um autogoverno verdadeiramente palestino, por
Israel diretamente a Yasser Arafat e seus sucessores.
.
Display em ônibus na cidade de Vancouver.
Estes mapas são amplamente
utilizados até os dias de hoje em campanhas pró-palestinas. O discurso da
perda territorial palestina abordada desta maneira confere ao último mapa um
contexto deturpado, embora carregue uma representação precisa das soberanias
israelense e palestina. Os três primeiros mapas foram intencionalmente
organizados para passar a imagem de uma expropriação progressiva de terras
palestinas por parte dos judeus e, posteriormente, Israel, ignorando governos,
guerras e tomada de controle de terras ocorridos na história anteriormente.
A disseminação desses mapas ajuda
somente a estabelecer a hegemonia da imagem dos palestinos como única vítima da
história.
É vergonhoso que um veículo de
notícias como o Jornal da Cultura utilize estes mapas, e ainda convide uma
professora completamente parcial para explicar um assunto tão complexo. O
público merece muito mais ética e profissionalismo de jornalistas.
FIM
Fig. 1 – Site da Clemesha
– fora do ar: https://sites.google.com/site/arleneclemesha/livros-e-artigos-1
Fig. 2 - Clemesha.2: http://icarabe.provisorio.ws/artigos/israel-nao-respeita-direitos-do-povo-palestino
Fontes:
Arlene Elizabeth
Clemesha (Guaratinguetá, 18 de dezembro de 1972 ) é uma historiadora brasileira,
professora de História Árabe do Departamento de Letras Orientais da Faculdade
de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP)
e atual diretora do Centro de Estudos Árabes da USP.
REVOLUÇÃO FRANCESA, VOCÊ SABIA?
REVOLUÇÃO FRANCESA, VOCÊ SABIA?
“Os racionalistas ateus por trás da Revolução Francesa, nos
dois anos, de 1792-1794 ,
conseguiram abater mais de 40.000 pessoas (pelo menos 8 vezes mais do que a
Inquisição espanhola conseguiu em 330 anos). Muitos foram executados por apenas
recusarem-se a abandonar a sua fé católica. O Comitê de Segurança Pública, sob
Robespierre, em 10
de junho de 17 94, decretou uma lei abolindo o direito do acusado a
um julgamento. Na verdade, foi argumentado na época pelo porta-voz de
Robespierre, Georges Couthon, que o direito a um julgamento não era mais que um
preconceito que sobrava de um passado católico da França. Lembrem-se que foi a
Inquisição católica quem promovia o direito de um acusado se defender e ter
testemunhas.
No entanto, nosso sistema de ensino (leia-se MEC,
professores apedeutas esquerdalhas, etc.) condiciona a crer que a Revolução
Francesa foi, em equilíbrio, uma coisa boa e iluminada, não obstante o fato de
que o seu equivalente moderno mais próximo seria o massacre de tutsis e hutus
moderados em Ruanda em abril de 1994.
Durante o "Iluminismo" defendido por Voltaire e
depois da Revolução Francesa, as pessoas eram comumente executadas por
"quebra na roda". Um método de execução que muito lentamente reduzia
os membros de suas vítimas a serem triturados como carne moída, sendo os ossos
triturados. Em nossa era "iluminada", naturalmente esse tipo de final
sangrento é estritamente reservado por secularistas para as crianças que ainda
não nasceram, cujo único crime que está sendo incomodar os deuses seculares da
libertinagem desenfreada por se atreverem a serem concebidos.”
OS PRECEITOS CRIMINOSOS DO MARXISMO
OS
PRECEITOS CRIMINOSOS DO MARXISMO
1. Os
quatro teórico-práticos do genocídio comunista: Os
idealizadores Karl Marx e Engels, o implementador Lênin
e o prático Stálin.
Os defensores das teorias marxistas colocam-se em uma
dualidade extrema: os mais moderados dizem que o que foi posto em prática na
União Soviética e demais países comunistas não foi o "marxismo de
verdade", os mais extremistas e abertos não apenas tentam justificar ou
desmentir os crimes de modo desonesto, como ao mesmo tempo dizem que o que foi
feito não pode ser considerado "marxismo de verdade", já que as
teorias de Marx por si só não possuem nenhum malefício.
A própria flexibilidade nos argumentos dos comunistas
demonstra o quanto a teoria marxista em si é extremamente duvidosa e desonesta.
Colocar os ensinamentos utópicos de Marx como essencialmente bons, é uma
tentativa desonesta de invalidar argumentos contrários que visam denunciar os
aspectos malignos do marxismo. Acontece que uma questão é básica: o
Marxismo não é algo essencialmente bom que é continuamente deturpado, ele é
algo essencial e naturalmente maligno.
2.
Quadro de propaganda comemorativo entre a união dos comunistas e
nazistas: Stálin e seu jovem discípulo genocida: Hitler.
Os aspectos mais importantes do marxismo, os quais foram
observados em todas as experiências e testes sociais de aplicação do comunismo
estatal, são facilmente notados em todos eles. Dizer que nunca houve comunismo real
é uma falácia e um argumento intelectualmente desonesto. Todas as
atrocidades, genocídios, expurgos, perseguição ideológica e roubos não só estão
contidos no marxismo, como tem imenso respaldo em cada palavra de Marx.
I - A instituição do Roubo e da Expropriação
3. Stálin,
o georgiano enraivecido: praticante da "expropriação
proletária", antes mesmo de o comunismo ser implantado, quando ainda era
um simples e sujo assaltante de bancos.
Um dos aspectos cruciais é a noção da instituição do roubo e
da expropriação. A teoria da luta de classes estimulava um grave ressentimento
aos que possuíam mais bens do que a maioria das pessoas (chamados proletários).
A esta classe, deu-se a designação de burguesia. É parte do
processo natural de implementação do comunismo a revolução do proletariado.
Nessa revolução, a tomada dos bens da burguesia (não apenas dos meios de
produção como apregoam os comunistas, mas literalmente de quaisquer bens
particulares desta classe) é uma tarefa da revolução do proletariado.
Acontece que a definição de "burguesia" é tão
elástica e subjetiva quanto qualquer outro conceito marxista. Nem todas as
pessoas que possuem um elevado nível social, fazem parte da burguesia ou são os
"donos do capital". Nesta classe de pessoas, estão aqueles que
conseguiram um nível de riqueza através de gerações sucessivas e do acúmulo dos
frutos do trabalho árduo dessas gerações. Também são considerados como
burgueses aqueles que obtiveram lucros através da livre iniciativa. De fato,
uma quantidade significativa das vítimas das revoluções comunistas eram pessoas
que apenas usufruíam do trabalho incessante acumulado por gerações, ou pelos
resultados da iniciativa de abrirem um empreendimento, ou simplesmente fruto de
um trabalho pessoal bem sucedido.
A expropriação dos bens da "burguesia" não
consiste em uma revolução unicamente tomada contra os "ricos donos do
capital", mas também contra os "proletários bem sucedidos", em
última instância. A então chamada revolução dos trabalhadores institui o livre
roubo, furto e expropriação dos bens dos proletários que conseguiram a façanha
de serem bem sucedidos. É uma revolução de trabalhadores contra trabalhadores.
Mesmo os ricos "burgueses" são vítimas nestas situações, já que eles
não acumulam o capital para si e nem são "donos" do capital, pois no
capitalismo o dinheiro circula em forma de produtos, serviços, investimentos,
ações, empréstimos e demais operações comerciais.
Apesar da desigualdade de renda que existe, não há uma
concentração real de renda. Se um rico industriário apenas acumula a renda para
si, seus negócios fatalmente irão estagnar e consequentemente ele perderá seu
dinheiro. No capitalismo, para haver ganho e multiplicação real do
capital, ele não pode simplesmente estacionar: precisa circular. Esse aspecto
simples é confundido intencionalmente pelos comunistas, criando a ilusão de que
há pessoas que são "donas" do capital. Seria como dizer que uma
pessoa que possui muitos galões de água armazenada, é "dona" da água.
É simplesmente impossível ser dono e manipulador soberano de algo tão fluído
quando o dinheiro circulante. A partir daí, cria-se a luta de classes, cujo
objetivo é retirar o dinheiro das mãos dos detentores do capital e
redistribuí-lo para os proletários.
Essa é a instituição do roubo e do assalto. O
aspecto agravante é a permissividade desses crimes antes, durante e depois do
processo de revolução. Essa expropriação é feita ativamente pelos
"revolucionários", no ato, e depois pelo próprio Estado. Essa noção
encontra justificativa a partir do momento em que o burguês é desenhado como um
parasita, que rouba o dinheiro dos proletários através do processo de
"mais valia", logo, seria mais do que justo "roubar os
ladrões". Acontece que o "burguês", como já explicado, faz seu
capital circular. Gera empregos, cria a promoção de renda dos próprios
trabalhadores e ajuda a manutenção do próprio Estado, através da geração de
impostos. Vários aspectos observados por Marx referem-se à Europa industrial do
século XIX, ainda carente de direitos trabalhistas básicos. Hoje, a maior parte
da realidade ilustrada por ele simplesmente não mais existe, e ao ponto em que
a revolução foi aplicada na Rússia (que diga-se de passagem estava longe de ser
industrial) já estava sendo mudada no restante da Europa.
Observa-se, do trecho retirado do primeiro livro de O
Capital, escrito por Marx:
"Dinheiro e mercadoria, desde o princípio, são
tão pouco capital quanto os meios de produção e subsistência. Eles requerem
sua transformação em capital. Mas essa transformação mesma só pode
realizar-se em determinadas circunstâncias, que se reduzem ao seguinte:
duas espécies bem diferentes de possuidores de mercadorias têm de defrontar-se
e entrar em contato; de um lado, possuidores de dinheiro, meios de
produção e meios de subsistência, que se propõe a valorizar a soma-valor que
possuem mediante compra de força de trabalho alheia; do outro, trabalhadores
livres, vendedores de sua própria força e trabalho e, portanto,
vendedores de trabalho. (...) Com essa polarização do mercado estão dadas as
condições fundamentais da produção capitalista. A relação capital
pressupõe a separação entre os trabalhadores e a propriedade das condições da
realização do trabalho" (O Capital, Livro I, "A Assim
chamada acumulação primitiva".)
Os seguidos equívocos marxistas implementam ainda mais a
noção de um antagonismo histórico, a criação de um sentimento de ressentimento
e injustiça, motores propulsores da revolução do proletariado. Ao criar o
conceito de expropriação dos trabalhadores, Marx institui e justifica o
roubo, a expropriação e a tomada de bens particulares (que como
anteriormente explicados, não se resumem a estes supostos donos do capital, mas
amplia-se a todos os que possuem condições economicamente confortáveis). Ao
colocar lucro e valor como algo subjetivo, ele demonstra que tais coisas não
tem valor prático, senão aquele que o próprio burguês lhes atribui. Sendo
assim, Marx institui o trabalho como sendo o único meio real de atribuir valor
a algo, e como esse valor é inatingível e sempre estará abaixo do lucro obtido
pelo burguês, é mais do que justo tornar os meios de produção coletivos, e não
mais particulares.
Provavelmente, os defensores atuais do marxismo se esquecem
de que até o mais simples dos trabalhadores pode ser dono de uma parte dos
meios de produção, através da compra de ações da empresa ou mesmo da
participação dos lucros (a maioria das grandes empresas oferece isso juntamente
com o próprio salário do trabalhador). Sendo assim, esse dualismo entre
donos dos meios de produção e trabalhadores não existe mais, por que
simplesmente foi dissolvido através do mercado de ações. Se o trabalho
é a medida do valor real de um objeto, uma tora de madeira habilmente esculpida
deveria valer mais do que uma simples e bruta pepita de ouro. Logo, atribuir
preços aos objetos não se trata de um "golpe de capital", e sim de
uma facilitação do processo, já que o simples ato de comprar leite levaria a um
enorme e tedioso processo de avaliação do grau de trabalho gasto até a obtenção
do produto final.
Em última instância, o conceito aplicado de
expropriação marxista leva não só à falência da indústria, como ao desemprego
geral. Sendo manipulado como algo objetivo e direto, e não algo
corrente como fruto de um investimento contínuo, os meios de produção
no comunismo sofrem estagnação. O desemprego é consequência direta dessa
estagnação, causada tanto pelo monopólio estatal dos meios, como pela
subjetividade dos preços dos produtos e a hiper-valorização do trabalho. Sem
contar que a exaustão de qualquer operário era muito maior em qualquer país
comunista, já que todos tinham que praticamente pagar pelo trabalho de
todos. O trabalho, em última instância, não era pago com dinheiro, e
sim com mais trabalho, de modo que um operário em uma fábrica deveria pagar
pelo trabalho de um camponês, e o camponês deveria pagar pelo trabalho dele e
de todo o restante da fibra social (a miséria deste sistema levava à exaustão
dos agricultores, e até mesmo a expropriação da comida, como houve na Ucrânia).
II - O Genocídio e a limpeza étnica instituídos
4.
Mortos em Katyn: apenas uma amostra milimétrica do genocídio marxista e da
limpeza étnica posta em prática.
Outro aspecto criminoso do marxismo, é o genocídio
instituído. Em janeiro de 1849, no jornal marxista "Neue Reinische
Zeitung", Engels escreveu um artigo sobre a guerra de
classes e os que ele classificou entre "preparados para a revolução"
e os "despreparados para a revolução". Basicamente, os aptos a se
tornarem agentes ativos da revolução eram os povos que já viviam um capitalismo
industrial, onde os aspectos observados por Marx (divisão de classes,
antagonismo de "donos do capital" e trabalhadores) fossem notadamente
existentes. Os inaptos eram os povos considerados dois passos atrás no processo
histórico, por que não alcançaram sequer o capitalismo e portanto não poderiam
se lançar na revolução, já que os aspectos que tipificam a luta de classes não
existem nessas sociedades primitivas, que basicamente viviam de agricultura,
atividades artesanais e trocas por escambo. Engels listou alguns destes povos
despreparados: bretões, escoceses, bascos e sérvios. Ele chegou a empregar o
termo "lixo racial" para designá-los.
Um trecho que deixa nítida a intenção genocida, das próprias
palavras dos teóricos do comunismo marxista, evidencia esse desprezo pela vida
humana e o desejo da instituição das mortes em massa e das limpezas étnicas:
"A guerra geral através da qual haverá a
quebra e o esmagamento da escória eslava e a limpeza de todas
estas nações imundas, até o último de seus nomes. A próxima guerra mundial
resultará no desaparecimento da face da Terra não apenas das classes e
dinastias reacionárias, como também dos povos reacionários inteiros. E
isto, também, é um passo adiante."
(Engels)
(Engels)
O artigo original escrito por Engels e publicado na edição
número 194 do jornal Neue Reinische Zitung, publicado em janeiro de 1849, pode
ser encontrado em Inglês. Engels defendeu que estes povos atrasados deveriam
ser eliminados, já que não só eram inúteis para a revolução, como consistiriam
em um "lixo social" incômodo e desinteressante para a sociedade
coletiva socialista. Engels fez declarações como a que se referia aos eslavos,
segundo ele, um povo sujo e incivilizado. Classificou os eslavos como imorais e
vulgares, e dizia que a Polônia não tinha razão histórica para existir, já que
se compunha de "primitivos".
A noção da divisão de povos entre aptos e inaptos não foi
uma defesa filosófica apenas de Engels. Como estamos falando do marxismo,
peguemos as palavras próprias de Marx a respeito do assunto:
"As classes e as raças fracas demais para conduzirem
as novas condições de vida, precisam ceder lugar (...). Elas
precisam perecer no holocausto revolucionário." (Karl Marx)
A conclusão óbvia é a de que o marxismo não prega apenas o ódio
e a luta de classes, mas também a questão de ódio e limpeza racial. De modo
lógico, é injusto condenar e incriminar apenas o Nazismo como uma filosofia
racista e genocida. Os genocídios cometidos pelos regimes comunistas, com base
em questões econômicas não foram exclusividade. Povos inteiros, como os países
da região báltica, sofreram limpeza étnica até quase a extinção de suas
populações locais, que foram substituídas por membros especiais do partido.
A própria fome instituída sobre a Ucrânia visava criar ali
um laboratório para a eliminação de um povo "despreparado para a
revolução" (os ucranianos eram basicamente agricultores e camponeses à
época). O mesmo com as restrições impostas aos poloneses, e o massacre
de oficiais poloneses na floresta de Katyn.
Todos os crimes e genocídios cometidos pelos regimes
comunistas não foram adulterações das palavras de Marx e Engels, e sim a
aplicação prática e literal de seus ensinamentos notoriamente racistas,
xenofóbicos e desumanos. O argumento comunista de que "não houve comunismo
real" é mentiroso, desonesto, e facilmente destruído através de uma
observação lógica.
O melhor livro anti-comunista continua sendo O
Manifesto, e o melhor meio de permitir a denúncia da demagogia e
desonestidade comunista, é deixar um comunista falar.
(Jean Carvalho)
Critica:
Não vejo nada de inteligentíssimo e sólido nesse texto. Ele
expõe fragmentos da vasta obra do Capital (07 volumes) e do Manifesto
Comunista, ignora (senão desconhece) os demais ensaios e vasta literatura de
Marx e Engels e apresenta interpretações falseadas senão ficcionais e
dissociadas do contexto de análise histórico-social em que foi elaborada a obra
de Marx e Engels. Revela grande desconhecimento sobre o que é Materialismo
histórico o e Socialismo Científico, confundindo com Marxismo e grosseiramente
confundindo o processo político leninista e stalinista no pós-guerra e bem
posterior a Marx, já falecido no século anterior. Marxismo, em suma, é método e
discurso (merece estudo dedicado o que não vejo no texto e bem menos nos
comentários) não pode ser confundido com doutrinas e com ações criminosas
Leninistas e Stalinistas. É como culpar Cristo (não entenda aqui de modo algum
a comparação entre este e Marx) e sua doutrina pelos genocídios ocidentais do
capitalismo europeu contra os nativos e nação posterior de americanos,
africanos e asiáticos dos séculos XV ao XXI praticados sob a ótica do Evangelho
em nome de Cristo e em nome "dos valores superiores civilização
ocidental". Ao que parece, os que aqui se expressam, ignoram que no
ocidente (matéria de ensino fundamental e médio na escola!), em nome dos
interesses do capital corporativo, também atrocidades foram e continuam a serem
cometidas. O texto faz uma exposição mais passional e impulsiva pela sua clara
objeção pouco ou nada reflexiva ao Socialismo científico e materialismo
histórico já que foca intencionalmente um lado da história corroborando a
paupérrima ideologia da guerra fria ainda persistente e que por incrível que
pareça encontra suficiente espaço e volume entre um vasto público disposto a
digerir distorções teóricas alienadas de contexto histórico e social e isso
tudo meramente por falta de estudo!.
Resposta 1:
Você usou quase todos os chavões da doutrinação marxista. O
automatismo cerebral e a lavagem mental que sofreu é perfeita. Sua programação
mental é como um computador, aperta-se uma tecla, e ele responde com um comando
automático. Nem consegue mais pensar. O que o materialismo utópico tem de bom?
Se é a antípoda do idealismo grego, do mundo do intangível, das ideias, da
mente humana, do abstrato e daquilo que ainda não conseguimos explicar? O que
tem de bom uma análise do mundo estritamente materialista? E que sempre possui
um viés sujo, material e corrupto em sua análise? Isso deriva da necessidade do
comunismo ser ateísta, deve-se idolatrar o imperador que é Deus na Terra,
religião é estritamente proibida. Essa conversa fiada que "deturparam
Marx", que estão confundindo o leninismo ou stalinismo com o comunismo ou
socialismo científico é uma grande falácia repetida por ignorantes ou
desonestos intelectuais. Idiotas úteis que defendem regimes genocidas, ou a
implantação deles. Todos foram e sempre serão a implantação da ideologia do
ódio e da inveja, de matar e roubar que é o comunismo. O problema que vem um e
aplica, depois vem um mais psicopata, e diz que o primeiro não era comunista de
verdade, e mata o dobro, como fez Lenin depois de Trotsky, depois vem outro (Stalin)
e disse que o primeiro não era comunismo real, e mata o triplo. E assim foi e
vai..., o maoísmo, o fidelismo, o chavismo, polpotismo, e todas ditaduras
africanas e asiáticas comunistas que mantém o povo preso na miséria. Fronteiras
fechadas, muros e cercas, essa é a noção de liberdade do socialismo.
Resposta 2:
Marx foi muito claro em questão de pregar o ódio, genocídio
e racismo. Não importa o tamanho dos livros das suas teorias. O tamanho dos
livros dele jamais apaga a completa intenção racista e genocida que existem em
várias de suas citações de ódio. Ele nunca pregou nada misterioso, muito menos ao
ponto de seus seguidores genocidas e fanáticos não entenderem suas teorias. Ele
nunca foi deturpado. E se alguém acha que ele foi deturpado, responda: até
quando ele será deturpado? Quem é que vai conseguir realizar direitinho o que
ele pregou? Vários líderes comunistas que mataram milhões de pessoas, também
sempre afirmaram essa conversa mole de que líderes comunistas anteriores
deturparam Marx. Ha! Fala sério. Toda vez que aparece um líder comunista
dizendo que líderes comunistas anteriores deturparam Marx, o próprio que afirma
que houve deturpação sempre provoca o seguinte fim, que é sempre o mesmo:
terror, genocídio e morte de milhões de inocentes. Isso significa que enquanto
o suposto "marxismo verdadeiro" não for implantado, mais pessoas morrerão
nas mãos do próximo líder comunista que aparecer dizendo que Marx foi
deturpado. Deturpado é o cacete! Cada líder comunista filho da puta que aparece
dizendo que Marx foi deturpado, logo em seguida sempre faz justamente o que os
outros líderes fizeram antes, que é justamente o que Marx ensinou fazer.
Deturpado uma ova! Agora, quem discordar, explique como tem que ser o
verdadeiro Marxismo.
Resposta 3:
Laurimar, você evidentemente não faz ideia do que Marx
defendia. Karl Marx e Friedrich Engels apoiavam abertamente o extermínio de
grupos étnicos inteiros, como os croatas e tchecos, aos quais eles se referiam
como "lixo étnico" ("völkerabfälle", no texto Magyarische
Kampf, disponível a partir da página 170 do volume VI das Obras Completas de
Marx e Engels - edição alemã oriental de 1961, Dietz Verlag). Marx se referia a
negros como "crioulos" e "impertinentes" (em carta a
Friedrich Engels), e dizia que "as raças e classes demasiado fracas devem
perecer" (em seu texto jornalístico "Forced Immigration"). Os
dois autores defendiam o genocídio, as expropriações (que são defendidas nos
dez preceitos do manifesto comunista, - obra que você pode encontrar em
qualquer livraria) e todos os demais crimes dos regimes marxistas-leninistas.
Fonte: http://fidelem.blogspot.com.br/2013/06/os-preceitos-criminosos-do-marxismo.html
- 02/01/2018
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