terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Desmentindo o “Panorama Histórico da Palestina” da TV Cultura

Desmentindo o “Panorama Histórico da Palestina” da TV Cultura
1. Desmentindo o “Panorama Histórico da Palestina” da TV Cultura.

No dia 13 de dezembro, o Jornal da Cultura trouxe a professora Arlene Clemesha para explicar 4 mapas da antiga Palestina/Israel que o programa chamou de “Panorama Histórico da Palestina”. Segundo o apresentador Willian Corrêa, era preciso voltar a 1946 para “explicar melhor o que está acontecendo em Israel” agora, com a decisão de Trump sobre Jerusalém:

2. Mostrados no telejornal, são os mesmos que aparecem no famoso e falso mapa da “perda de terra palestina” de 1946 até a atualidade.

Coincidentemente, os mapas acima, mostrados no telejornal, são os mesmos que aparecem no famoso e falso mapa da “perda de terra palestina” de 1946 até a atualidade, com legendas levemente modificadas de “terras judaicas” para “Israel”, e o último mapa podendo representar qualquer ano desde 2000.

3. O discurso da perda progressiva de territórios por parte dos palestinos usando o mapa acima, ficou conhecido em 2010, quando Juan Cole.

O discurso da perda progressiva de territórios por parte dos palestinos usando o mapa acima, ficou conhecido em 2010, quando Juan Cole, um blogueiro anti-Israel e professor de história, começou a divulgá-lo em diversos artigos. Mas vamos ao que Clemesha diz sobre os mapas.

1o mapa:

4. O primeiro mapa mostra terras pertencentes à “Israel”, em amarelo, e terras à “Palestina” em verde, em 1946.

Clemesha diz:
“Esse primeiro mapa mostra em amarelo, as colônias israelenses, ainda sionistas do movimento sionista judaico que trouxe colonos, trouxe imigrantes da Europa pra Palestina. Então foram formando pontos de assentamento no território… Até 46 havia essa realidade.”

Em primeiro lugar, as legendas dos mapas são erradas,  pois até 1948 não havia o Estado de Israel ainda. Judeus e árabes viviam na Palestina. Os judeus eram chamados de palestinos, e os árabes eram tidos como uma mistura de jordanianos, sírios e libaneses. Colocar Israel versus Palestina implica que havia um “Estado” da Palestina que foi depois tomado por Israel, quando na verdade os territórios são os mesmos, apenas o seu nome mudou, como fizeram os romanos quando trocaram o “Judéia” por “Syria Phalaestina”.
Em segundo lugar, este mapa não tem absolutamente nada a ver com a localização de judeus e árabes na Palestina em 1946. As partes amarelas são propriedades privadas de judeus (compradas) e as partes verdes são uma mistura de propriedades privadas árabes com áreas públicas controladas pelos britânicos (que constituíam pelo menos 50% de todo o território, incluindo o inabitado deserto do Negev). Judeus e árabes viviam em ambas as “cores”, em terras privadas e públicas.
O mapa apresenta uma divisão que passa a ideia de um território governado por árabes e não por britânicos. Seria possível também desenhar um mapa dos árabes versus a Palestina, combinando a terra privada judaica com as terras do governo sob o nome de Palestina. Assim, pareceria que os judeus possuiriam a maior parte da terra na época.
E um último ponto, Clemesha fala em “assentamentos” judaicos na Palestina, passando a ideia de ocupação ilegal (como existe hoje), sem mencionar que árabes provenientes de outros países também formaram assentamentos árabes na Palestina. As terras em amarelo foram compradas por judeus diretamente dos otomanos desde a 1a metade do século XIX.

2o mapa:

5. O segundo mapa apenas mostra o plano de partilha da ONU, de 1947, que foi rejeitado por toda a Liga Árabe e, portanto, nunca entrou em vigor.

Clemesha diz:
“Em 47, a ONU votou a partilha da Palestina na medida em que existia um conflito na região. Votou-se a partilha, o território verde, designado pra criação de um Estado árabe-palestino, e o território amarelo, designado pra criação de um Estado judeu, e Jerusalém seria uma zona administrada pela ONU, pela importância pras três religiões monoteístas.”

Clemesha passa uma informação FALSA ao falar em Estado árabe-palestino. Naquela época, não existia o conceito de “palestino” atrelado somente a árabes. A ONU nunca falou em Estado árabe-palestino ou Estado palestino, apenas em Estado árabe. Vejam esta passagem da Resolução 181, e entendam que judeus e árabes eram tidos como palestinos, residentes da Palestina:

(ONU) Resolução 181: 1. “Cidadania. Cidadãos palestinos residindo na Palestina fora da cidade de Jerusalém, bem como árabes e judeus que, sem cidadania palestina, residem na Palestina fora da cidade de Jerusalém, devem, após o reconhecimento da independência, tornarem-se cidadãos do Estado em que residem e desfrutar de plenos direitos civis e políticos.”

O Plano de Partilha ganhou a forma que ganhou porque as cidades e aldeias judaicas estavam espalhadas por toda a Palestina e seu alto padrão de vida atraiu grandes porções de população árabe. Reconhecendo que o Estado judaico precisaria abrigar a maioria da população da Palestina (a maioria dos judeus e parte dos árabes), a partilha alocou 54% do território para isso. O restante formaria o Estado árabe. Os limites foram baseados exclusivamente em dados demográficos: O Estado judeu deveria ser composto por 538.000 judeus e 397.000 árabes, e o Estado árabe por 804.000 árabes e 10.000 judeus. 

Sobre Jerusalém internacionalizada, Willian comenta:

“Mas isso não aconteceu… só no papel. Quem administrou mesmo foi Israel.”

Clemesha dá a sua explicação:

“Claro, porque em seguida, final de 47 começa uma guerra civil. Em 48, começa a guerra árabe-israelense. Com essa guerra Israel expandiu seu território pra todo esse amarelo. Então isso aqui nunca saiu do papel, o que aconteceu foi essa realidade em que o recém-criado, Israel se funda nesse momento conquistando 78% do território da Palestina histórica. E jerusalém ficou exatamente aqui, dividida ao meio.”

Quantas informações cruciais Clemesha pode esconder para fazer parecer que Israel simplesmente contrariou o Plano da ONU e tomou não só Jerusalém como a “maioria” da Palestina para si e sem motivos?
Israel não se fundou após a guerra, com a conquista de territórios, mas antes e respeitando as fronteiras do Plano de Partilha (ou seja, Jerusalém internacionalizada). E a guerra árabe-israelense não começou do nada. No dia seguinte à declaração de independência, o novo país foi atacado pelo Egito, Síria, Iraque, Transjordânia, Líbano e Arábia Saudita.
No final, apesar da desvantagem em números e em armas, Israel ganha a guerra e conquista territórios em uma guerra defensiva, incluindo Jerusalém.

Clemesha:
“A Jordânia que veio ao socorro dos palestinos, estacionou suas tropas e conseguiu defender Jerusalém oriental, onde tá a Cidade Velha, onde estão os monumentos históricos. Então a Jordânia ficou com Jerusalém oriental, administrando ela em nome dos palestinos, a quem pertence os territórios historicamente, e Jerusalém ocidental israelense.”

FALSAS. Clemesha passa apenas informações FALSAS. A Jordânia (na época ainda Transjordânia) não atacou Israel nem para socorrer palestinos nem para defender Jerusalém oriental, ou Jerusalém inteira. Assim como os outros países árabes, a Jordânia atacou Israel após a sua fundação com o intuito de exterminar os judeus e seu país como um todo.
Jamal Husseini, o porta-voz da Liga Árabe, já havia dito à ONU antes da partilha, que os árabes molhariam “o solo de nosso amado país com a última gota de nosso sangue.” Após os países árabes atacarem Israel, Abd al-Rahman Azzam Pasha, secretário-geral da Liga Árabe afirmou: “Será uma guerra de aniquilação. Será um importante massacre na história que será lembrado como os Massacres dos Mongóis ou as Cruzadas”.
A Jordânia não “defendeu” Jerusalém oriental, ela apenas estava parada no meio da cidade quando houve um cessar-fogo e posterior assinatura dos Acordos de Armistício em 1949. Os acordos declararam que Israel e Jordânia dividiriam geograficamente Jerusalém, por tempo provisório (sem constituir fronteiras políticas ou territoriais), e trabalhariam juntos para o reinício do funcionamento de instituições, acesso ao cemitério judaico no Monte das Oliveiras (onde os judeus enterraram seus falecidos por mais de 2.500 anos), e lugares sagrados.

Mas a Jordânia violou o acordo, e bloqueou e isolou o leste de Jerusalém com arame farpado e muros de concreto. Os judeus que ali viviam foram mortos ou expulsos, e o acesso aos locais sagrados foi negado a toda a população do lado israelense (inclusive árabes), contrariando os termos do armistício.
Se o intuito da Jordânia era administrar a região em nome dos “palestinos” e se esses “palestinos” tinham direito à região, como afirma Clemesha, por que a Jordânia proibiu que os árabes do lado de fora das linhas do armistício entrassem em Jerusalém oriental e Cisjordânia? Porque o intuito da Jordânia não era proteger os árabes da Palestina ou seus direitos – vide a falta de interesse em criar um Estado para eles quando justamente as terras estavam sob controle árabe -, mas manter um estado de guerra com Israel.

3o mapa:

6. O terceiro mapa mostraria a região após a primeira guerra Árabe-Israelense, colocando a Cisjordânia e a Faixa de Gaza sob soberania palestina até 1967. Isto nunca ocorreu, pois neste período Jordânia e Egito tomaram o controle militar destas regiões.

Clemesha continua:
“A ONU reconheceu exatamente isso, essa divisão de Jerusalém entre árabes-palestinos e israelenses nesse momento porque houve um armistício em 49, e a situação concreta ficou como sendo essa.”

A ONU não reconheceu especificamente soberanias sobre Jerusalém, mas apenas supervisionou o acordo entre os dois países e aceitou as linhas de armistício.

Willian:
“E agora vem o Trump...”

Aqui Willian faz parecer que Trump veio para desfazer à força um acordo feito em 1949… Mas eis que falta comentar sobre a Guerra de 1967, o que Clemesha não consegue fazer de forma ética e profissional.

Clemesha:

“Porque em 67, o que aconteceu foi que Israel invadiu a Cisjordânia, toda essa parte, a Faixa de Gaza, as Colinas do Golã da Síria, e também o Sinai que já foi devolvido pro Egito… Invadiu essas regiões e manteve essa ocupação da Faixa de Gaza, Cisjordânia, Sinai… e Jerusalém leste, árabe-palestino, foi não só ocupada como anexada.”

Não, Israel não invadiu a Cisjordânia ou as outras partes. Israel tomou estas terras em um ato defensivo, incluindo Jerusalém leste jordaniano.
Em 1967, as nações árabes tentaram eliminar Israel novamente: desta vez a guerra começou com uma escalada complexa que incluiu um casus belli inicial (atos de guerra) pelo Egito e um ataque preventivo de Israel contra a força aérea egípcia. No entanto, o objetivo das nações árabes combatentes (Egito, Jordânia, Síria) e das outras nações que apoiavam a campanha (Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Argélia) foi o mesmo que em 1948: a destruição total de Israel.
A Jordânia resolveu se juntar ao Egito na guerra contra Israel, apesar de Israel emitir um comunicado claro dizendo que não atacaria aquele lado se a Jordânia ficasse de fora. Mas o descaso do país árabe seguido de intenso bombardeio de alvos israelenses levou à entrada de Israel na Cisjordânia e parte oriental de Jerusalém, derrubando as barreiras e reunificando a cidade.
Israel declarou a anexação de Jerusalém oriental, declarou que jamais devolveria Jerusalém oriental, e essa anexação não foi reconhecida pela ONU. Essa anexação foi considerada ilegal pela ONU, e na medida em que foi assim, nenhum país no mundo mantém sua embaixada em Jerusalém pra não reconhecer um ato que é tido como ilegal pela comunidade internacional, pela lei internacional.
A ONU não reconheceu a anexação de Jerusalém oriental em 1980, mas antes disso, ao fim da Guerra de 1967, a ONU emitiu a Resolução 242, que exigiu essencialmente duas coisas:

·    a retirada israelense dos “territórios ocupados”.
·    que todos os Estados envolvidos terminassem a sua beligerância e respeitassem as fronteiras uns dos outros.

O contexto da resolução deixou claro que a “retirada de territórios” não significava todos os territórios, mas retirada apenas na medida em que fosse necessário criar uma situação segura para todas as partes. Israel aceitou a resolução. A Organização de Libertação da Palestina (recém-criada) rejeitou a resolução e os Estados árabes retomaram suas tentativas de aniquilar Israel pouco depois, mais dramaticamente, na Guerra de Yom Kippur de 1973.

4o Mapa” (HOJE):

7. Quarto mapa: (Hoje)

Willian:

“E aí o Trump vem agora e muda, ou pelo menos reconhece Jerusalém como a capital…
…Nenhum problema haveria se, havendo um acordo de paz, Israel declarasse Jerusalém ocidental a sua capital, e a Palestina pudesse declarar Jerusalém oriental a sua capital. Nenhum problema, porque afinal de contas essa cidade foi dividida e esse status foi reconhecido.
O problema é que como existe um ato de posse forçosa, ou seja, como existe um ato de conquista de Israel de uma metade que não é dela, então não se aceita que ela declare essa capital, essa cidade unificada como sendo a sua capital toda ela. (…)”

Se algum lado tomou posse forçosamente, este lado foi a Jordânia em 1948. Israel conquistou terras em atos defensivos tanto em 1948, quanto em 1967, em guerras que ela não começou.
O quarto e último mapa mostraria a situação hoje como tendo resquícios da ocupação israelense em territórios da Palestina desde 1967. Na realidade, na Cisjordânia, as áreas verdes são as controladas pela Autoridade Palestina, e as que mudaram de verde para amarelo não são somente assentamentos israelenses, mas também áreas onde Israel mantém controle de segurança segundo acordos prévios.
As pequenas áreas verdes foram as primeiras a serem concedidas para um autogoverno verdadeiramente palestino, por Israel diretamente a Yasser Arafat e seus sucessores.

. Display em ônibus na cidade de Vancouver.

Estes mapas são amplamente utilizados até os dias de hoje em campanhas pró-palestinas. O discurso da perda territorial palestina abordada desta maneira confere ao último mapa um contexto deturpado, embora carregue uma representação precisa das soberanias israelense e palestina. Os três primeiros mapas foram intencionalmente organizados para passar a imagem de uma expropriação progressiva de terras palestinas por parte dos judeus e, posteriormente, Israel, ignorando governos, guerras e tomada de controle de terras ocorridos na história anteriormente.
A disseminação desses mapas ajuda somente a estabelecer a hegemonia da imagem dos palestinos como única vítima da história.
É vergonhoso que um veículo de notícias como o Jornal da Cultura utilize estes mapas, e ainda convide uma professora completamente parcial para explicar um assunto tão complexo. O público merece muito mais ética e profissionalismo de jornalistas.

FIM

Fig. 1 – Site da Clemesha – fora do ar: https://sites.google.com/site/arleneclemesha/livros-e-artigos-1


Fontes:




Arlene Elizabeth Clemesha (Guaratinguetá, 18 de dezembro de 1972) é uma historiadora brasileira, professora de História Árabe do Departamento de Letras Orientais da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP) e atual diretora do Centro de Estudos Árabes da USP.

REVOLUÇÃO FRANCESA, VOCÊ SABIA?

REVOLUÇÃO FRANCESA, VOCÊ SABIA?

“Os racionalistas ateus por trás da Revolução Francesa, nos dois anos, de 1792-1794, conseguiram abater mais de 40.000 pessoas (pelo menos 8 vezes mais do que a Inquisição espanhola conseguiu em 330 anos). Muitos foram executados por apenas recusarem-se a abandonar a sua fé católica. O Comitê de Segurança Pública, sob Robespierre, em 10 de junho de 1794, decretou uma lei abolindo o direito do acusado a um julgamento. Na verdade, foi argumentado na época pelo porta-voz de Robespierre, Georges Couthon, que o direito a um julgamento não era mais que um preconceito que sobrava de um passado católico da França. Lembrem-se que foi a Inquisição católica quem promovia o direito de um acusado se defender e ter testemunhas.
No entanto, nosso sistema de ensino (leia-se MEC, professores apedeutas esquerdalhas, etc.) condiciona a crer que a Revolução Francesa foi, em equilíbrio, uma coisa boa e iluminada, não obstante o fato de que o seu equivalente moderno mais próximo seria o massacre de tutsis e hutus moderados em Ruanda em abril de 1994.
Durante o "Iluminismo" defendido por Voltaire e depois da Revolução Francesa, as pessoas eram comumente executadas por "quebra na roda". Um método de execução que muito lentamente reduzia os membros de suas vítimas a serem triturados como carne moída, sendo os ossos triturados. Em nossa era "iluminada", naturalmente esse tipo de final sangrento é estritamente reservado por secularistas para as crianças que ainda não nasceram, cujo único crime que está sendo incomodar os deuses seculares da libertinagem desenfreada por se atreverem a serem concebidos.”



OS PRECEITOS CRIMINOSOS DO MARXISMO

OS PRECEITOS CRIMINOSOS DO MARXISMO
1. Os quatro teórico-práticos do genocídio comunista: Os idealizadores Karl Marx e Engels, o implementador Lênin e o prático Stálin.

Os defensores das teorias marxistas colocam-se em uma dualidade extrema: os mais moderados dizem que o que foi posto em prática na União Soviética e demais países comunistas não foi o "marxismo de verdade", os mais extremistas e abertos não apenas tentam justificar ou desmentir os crimes de modo desonesto, como ao mesmo tempo dizem que o que foi feito não pode ser considerado "marxismo de verdade", já que as teorias de Marx por si só não possuem nenhum malefício.
A própria flexibilidade nos argumentos dos comunistas demonstra o quanto a teoria marxista em si é extremamente duvidosa e desonesta. Colocar os ensinamentos utópicos de Marx como essencialmente bons, é uma tentativa desonesta de invalidar argumentos contrários que visam denunciar os aspectos malignos do marxismo. Acontece que uma questão é básica: o Marxismo não é algo essencialmente bom que é continuamente deturpado, ele é algo essencial e naturalmente maligno.


2. Quadro de propaganda comemorativo entre a união dos comunistas e nazistas: Stálin e seu jovem discípulo genocida: Hitler.

Os aspectos mais importantes do marxismo, os quais foram observados em todas as experiências e testes sociais de aplicação do comunismo estatal, são facilmente notados em todos eles. Dizer que nunca houve comunismo real é uma falácia e um argumento intelectualmente desonesto. Todas as atrocidades, genocídios, expurgos, perseguição ideológica e roubos não só estão contidos no marxismo, como tem imenso respaldo em cada palavra de Marx. 

I - A instituição do Roubo e da Expropriação

3. Stálin, o georgiano enraivecido: praticante da "expropriação proletária", antes mesmo de o comunismo ser implantado, quando ainda era um simples e sujo assaltante de bancos.

Um dos aspectos cruciais é a noção da instituição do roubo e da expropriação. A teoria da luta de classes estimulava um grave ressentimento aos que possuíam mais bens do que a maioria das pessoas (chamados proletários). A esta classe, deu-se a designação de burguesia. É parte do processo natural de implementação do comunismo a revolução do proletariado. Nessa revolução, a tomada dos bens da burguesia (não apenas dos meios de produção como apregoam os comunistas, mas literalmente de quaisquer bens particulares desta classe) é uma tarefa da revolução do proletariado.
Acontece que a definição de "burguesia" é tão elástica e subjetiva quanto qualquer outro conceito marxista. Nem todas as pessoas que possuem um elevado nível social, fazem parte da burguesia ou são os "donos do capital". Nesta classe de pessoas, estão aqueles que conseguiram um nível de riqueza através de gerações sucessivas e do acúmulo dos frutos do trabalho árduo dessas gerações. Também são considerados como burgueses aqueles que obtiveram lucros através da livre iniciativa. De fato, uma quantidade significativa das vítimas das revoluções comunistas eram pessoas que apenas usufruíam do trabalho incessante acumulado por gerações, ou pelos resultados da iniciativa de abrirem um empreendimento, ou simplesmente fruto de um trabalho pessoal bem sucedido.
A expropriação dos bens da "burguesia" não consiste em uma revolução unicamente tomada contra os "ricos donos do capital", mas também contra os "proletários bem sucedidos", em última instância. A então chamada revolução dos trabalhadores institui o livre roubo, furto e expropriação dos bens dos proletários que conseguiram a façanha de serem bem sucedidos. É uma revolução de trabalhadores contra trabalhadores. Mesmo os ricos "burgueses" são vítimas nestas situações, já que eles não acumulam o capital para si e nem são "donos" do capital, pois no capitalismo o dinheiro circula em forma de produtos, serviços, investimentos, ações, empréstimos e demais operações comerciais.
Apesar da desigualdade de renda que existe, não há uma concentração real de renda. Se um rico industriário apenas acumula a renda para si, seus negócios fatalmente irão estagnar e consequentemente ele perderá seu dinheiro. No capitalismo, para haver ganho e multiplicação real do capital, ele não pode simplesmente estacionar: precisa circular. Esse aspecto simples é confundido intencionalmente pelos comunistas, criando a ilusão de que há pessoas que são "donas" do capital. Seria como dizer que uma pessoa que possui muitos galões de água armazenada, é "dona" da água. É simplesmente impossível ser dono e manipulador soberano de algo tão fluído quando o dinheiro circulante. A partir daí, cria-se a luta de classes, cujo objetivo é retirar o dinheiro das mãos dos detentores do capital e redistribuí-lo para os proletários.
Essa é a instituição do roubo e do assalto. O aspecto agravante é a permissividade desses crimes antes, durante e depois do processo de revolução. Essa expropriação é feita ativamente pelos "revolucionários", no ato, e depois pelo próprio Estado. Essa noção encontra justificativa a partir do momento em que o burguês é desenhado como um parasita, que rouba o dinheiro dos proletários através do processo de "mais valia", logo, seria mais do que justo "roubar os ladrões". Acontece que o "burguês", como já explicado, faz seu capital circular. Gera empregos, cria a promoção de renda dos próprios trabalhadores e ajuda a manutenção do próprio Estado, através da geração de impostos. Vários aspectos observados por Marx referem-se à Europa industrial do século XIX, ainda carente de direitos trabalhistas básicos. Hoje, a maior parte da realidade ilustrada por ele simplesmente não mais existe, e ao ponto em que a revolução foi aplicada na Rússia (que diga-se de passagem estava longe de ser industrial) já estava sendo mudada no restante da Europa.

Observa-se, do trecho retirado do primeiro livro de O Capital, escrito por Marx:
"Dinheiro e mercadoria, desde o princípio, são tão pouco capital quanto os meios de produção e subsistência. Eles requerem sua transformação em capital. Mas essa transformação mesma só pode realizar-se em determinadas circunstâncias, que se reduzem ao seguinte: duas espécies bem diferentes de possuidores de mercadorias têm de defrontar-se e entrar em contato; de um lado, possuidores de dinheiro, meios de produção e meios de subsistência, que se propõe a valorizar a soma-valor que possuem mediante compra de força de trabalho alheia; do outro, trabalhadores livres, vendedores de sua própria força e trabalho e, portanto, vendedores de trabalho. (...) Com essa polarização do mercado estão dadas as condições fundamentais da produção capitalista. A relação capital pressupõe a separação entre os trabalhadores e a propriedade das condições da realização do trabalho" (O Capital, Livro I, "A Assim chamada acumulação primitiva".)
Os seguidos equívocos marxistas implementam ainda mais a noção de um antagonismo histórico, a criação de um sentimento de ressentimento e injustiça, motores propulsores da revolução do proletariado. Ao criar o conceito de expropriação dos trabalhadores, Marx institui e justifica o roubo, a expropriação e a tomada de bens particulares (que como anteriormente explicados, não se resumem a estes supostos donos do capital, mas amplia-se a todos os que possuem condições economicamente confortáveis). Ao colocar lucro e valor como algo subjetivo, ele demonstra que tais coisas não tem valor prático, senão aquele que o próprio burguês lhes atribui. Sendo assim, Marx institui o trabalho como sendo o único meio real de atribuir valor a algo, e como esse valor é inatingível e sempre estará abaixo do lucro obtido pelo burguês, é mais do que justo tornar os meios de produção coletivos, e não mais particulares.
Provavelmente, os defensores atuais do marxismo se esquecem de que até o mais simples dos trabalhadores pode ser dono de uma parte dos meios de produção, através da compra de ações da empresa ou mesmo da participação dos lucros (a maioria das grandes empresas oferece isso juntamente com o próprio salário do trabalhador). Sendo assim, esse dualismo entre donos dos meios de produção e trabalhadores não existe mais, por que simplesmente foi dissolvido através do mercado de ações. Se o trabalho é a medida do valor real de um objeto, uma tora de madeira habilmente esculpida deveria valer mais do que uma simples e bruta pepita de ouro. Logo, atribuir preços aos objetos não se trata de um "golpe de capital", e sim de uma facilitação do processo, já que o simples ato de comprar leite levaria a um enorme e tedioso processo de avaliação do grau de trabalho gasto até a obtenção do produto final.
Em última instância, o conceito aplicado de expropriação marxista leva não só à falência da indústria, como ao desemprego geral. Sendo manipulado como algo objetivo e direto, e não algo corrente como fruto de um investimento contínuo, os meios de produção no comunismo sofrem estagnação. O desemprego é consequência direta dessa estagnação, causada tanto pelo monopólio estatal dos meios, como pela subjetividade dos preços dos produtos e a hiper-valorização do trabalho. Sem contar que a exaustão de qualquer operário era muito maior em qualquer país comunista, já que todos tinham que praticamente pagar pelo trabalho de todos. O trabalho, em última instância, não era pago com dinheiro, e sim com mais trabalho, de modo que um operário em uma fábrica deveria pagar pelo trabalho de um camponês, e o camponês deveria pagar pelo trabalho dele e de todo o restante da fibra social (a miséria deste sistema levava à exaustão dos agricultores, e até mesmo a expropriação da comida, como houve na Ucrânia).

II - O Genocídio e a limpeza étnica instituídos


4. Mortos em Katyn: apenas uma amostra milimétrica do genocídio marxista e da limpeza étnica posta em prática.

Outro aspecto criminoso do marxismo, é o genocídio instituído. Em janeiro de 1849, no jornal marxista "Neue Reinische Zeitung"Engels escreveu um artigo sobre a guerra de classes e os que ele classificou entre "preparados para a revolução" e os "despreparados para a revolução". Basicamente, os aptos a se tornarem agentes ativos da revolução eram os povos que já viviam um capitalismo industrial, onde os aspectos observados por Marx (divisão de classes, antagonismo de "donos do capital" e trabalhadores) fossem notadamente existentes. Os inaptos eram os povos considerados dois passos atrás no processo histórico, por que não alcançaram sequer o capitalismo e portanto não poderiam se lançar na revolução, já que os aspectos que tipificam a luta de classes não existem nessas sociedades primitivas, que basicamente viviam de agricultura, atividades artesanais e trocas por escambo. Engels listou alguns destes povos despreparados: bretões, escoceses, bascos e sérvios. Ele chegou a empregar o termo "lixo racial" para designá-los.
Um trecho que deixa nítida a intenção genocida, das próprias palavras dos teóricos do comunismo marxista, evidencia esse desprezo pela vida humana e o desejo da instituição das mortes em massa e das limpezas étnicas:
"A guerra geral através da qual haverá a quebra e o esmagamento da escória eslava e a limpeza de todas estas nações imundas, até o último de seus nomes. A próxima guerra mundial  resultará no desaparecimento da face da Terra não apenas das classes e dinastias reacionárias, como também dos povos reacionários inteiros. E isto, também, é um passo adiante."
(Engels)
O artigo original escrito por Engels e publicado na edição número 194 do jornal Neue Reinische Zitung, publicado em janeiro de 1849, pode ser encontrado em Inglês. Engels defendeu que estes povos atrasados deveriam ser eliminados, já que não só eram inúteis para a revolução, como consistiriam em um "lixo social" incômodo e desinteressante para a sociedade coletiva socialista. Engels fez declarações como a que se referia aos eslavos, segundo ele, um povo sujo e incivilizado. Classificou os eslavos como imorais e vulgares, e dizia que a Polônia não tinha razão histórica para existir, já que se compunha de "primitivos".
A noção da divisão de povos entre aptos e inaptos não foi uma defesa filosófica apenas de Engels. Como estamos falando do marxismo, peguemos as palavras próprias de Marx a respeito do assunto:
"As classes e as raças fracas demais para conduzirem as novas condições de vida, precisam ceder lugar (...). Elas precisam perecer no holocausto revolucionário." (Karl Marx)
A conclusão óbvia é a de que o marxismo não prega apenas o ódio e a luta de classes, mas também a questão de ódio e limpeza racial. De modo lógico, é injusto condenar e incriminar apenas o Nazismo como uma filosofia racista e genocida. Os genocídios cometidos pelos regimes comunistas, com base em questões econômicas não foram exclusividade. Povos inteiros, como os países da região báltica, sofreram limpeza étnica até quase a extinção de suas populações locais, que foram substituídas por membros especiais do partido.
A própria fome instituída sobre a Ucrânia visava criar ali um laboratório para a eliminação de um povo "despreparado para a revolução" (os ucranianos eram basicamente agricultores e camponeses à época). O mesmo com as restrições impostas aos poloneses, e o massacre de oficiais poloneses na floresta de Katyn.
Todos os crimes e genocídios cometidos pelos regimes comunistas não foram adulterações das palavras de Marx e Engels, e sim a aplicação prática e literal de seus ensinamentos notoriamente racistas, xenofóbicos e desumanos. O argumento comunista de que "não houve comunismo real" é mentiroso, desonesto, e facilmente destruído através de uma observação lógica.
O melhor livro anti-comunista continua sendo O Manifesto, e o melhor meio de permitir a denúncia da demagogia e desonestidade comunista, é deixar um comunista falar.
(Jean Carvalho)

Critica:
Não vejo nada de inteligentíssimo e sólido nesse texto. Ele expõe fragmentos da vasta obra do Capital (07 volumes) e do Manifesto Comunista, ignora (senão desconhece) os demais ensaios e vasta literatura de Marx e Engels e apresenta interpretações falseadas senão ficcionais e dissociadas do contexto de análise histórico-social em que foi elaborada a obra de Marx e Engels. Revela grande desconhecimento sobre o que é Materialismo histórico o e Socialismo Científico, confundindo com Marxismo e grosseiramente confundindo o processo político leninista e stalinista no pós-guerra e bem posterior a Marx, já falecido no século anterior. Marxismo, em suma, é método e discurso (merece estudo dedicado o que não vejo no texto e bem menos nos comentários) não pode ser confundido com doutrinas e com ações criminosas Leninistas e Stalinistas. É como culpar Cristo (não entenda aqui de modo algum a comparação entre este e Marx) e sua doutrina pelos genocídios ocidentais do capitalismo europeu contra os nativos e nação posterior de americanos, africanos e asiáticos dos séculos XV ao XXI praticados sob a ótica do Evangelho em nome de Cristo e em nome "dos valores superiores civilização ocidental". Ao que parece, os que aqui se expressam, ignoram que no ocidente (matéria de ensino fundamental e médio na escola!), em nome dos interesses do capital corporativo, também atrocidades foram e continuam a serem cometidas. O texto faz uma exposição mais passional e impulsiva pela sua clara objeção pouco ou nada reflexiva ao Socialismo científico e materialismo histórico já que foca intencionalmente um lado da história corroborando a paupérrima ideologia da guerra fria ainda persistente e que por incrível que pareça encontra suficiente espaço e volume entre um vasto público disposto a digerir distorções teóricas alienadas de contexto histórico e social e isso tudo meramente por falta de estudo!.

Resposta 1:
Você usou quase todos os chavões da doutrinação marxista. O automatismo cerebral e a lavagem mental que sofreu é perfeita. Sua programação mental é como um computador, aperta-se uma tecla, e ele responde com um comando automático. Nem consegue mais pensar. O que o materialismo utópico tem de bom? Se é a antípoda do idealismo grego, do mundo do intangível, das ideias, da mente humana, do abstrato e daquilo que ainda não conseguimos explicar? O que tem de bom uma análise do mundo estritamente materialista? E que sempre possui um viés sujo, material e corrupto em sua análise? Isso deriva da necessidade do comunismo ser ateísta, deve-se idolatrar o imperador que é Deus na Terra, religião é estritamente proibida. Essa conversa fiada que "deturparam Marx", que estão confundindo o leninismo ou stalinismo com o comunismo ou socialismo científico é uma grande falácia repetida por ignorantes ou desonestos intelectuais. Idiotas úteis que defendem regimes genocidas, ou a implantação deles. Todos foram e sempre serão a implantação da ideologia do ódio e da inveja, de matar e roubar que é o comunismo. O problema que vem um e aplica, depois vem um mais psicopata, e diz que o primeiro não era comunista de verdade, e mata o dobro, como fez Lenin depois de Trotsky, depois vem outro (Stalin) e disse que o primeiro não era comunismo real, e mata o triplo. E assim foi e vai..., o maoísmo, o fidelismo, o chavismo, polpotismo, e todas ditaduras africanas e asiáticas comunistas que mantém o povo preso na miséria. Fronteiras fechadas, muros e cercas, essa é a noção de liberdade do socialismo.

Resposta 2:
Marx foi muito claro em questão de pregar o ódio, genocídio e racismo. Não importa o tamanho dos livros das suas teorias. O tamanho dos livros dele jamais apaga a completa intenção racista e genocida que existem em várias de suas citações de ódio. Ele nunca pregou nada misterioso, muito menos ao ponto de seus seguidores genocidas e fanáticos não entenderem suas teorias. Ele nunca foi deturpado. E se alguém acha que ele foi deturpado, responda: até quando ele será deturpado? Quem é que vai conseguir realizar direitinho o que ele pregou? Vários líderes comunistas que mataram milhões de pessoas, também sempre afirmaram essa conversa mole de que líderes comunistas anteriores deturparam Marx. Ha! Fala sério. Toda vez que aparece um líder comunista dizendo que líderes comunistas anteriores deturparam Marx, o próprio que afirma que houve deturpação sempre provoca o seguinte fim, que é sempre o mesmo: terror, genocídio e morte de milhões de inocentes. Isso significa que enquanto o suposto "marxismo verdadeiro" não for implantado, mais pessoas morrerão nas mãos do próximo líder comunista que aparecer dizendo que Marx foi deturpado. Deturpado é o cacete! Cada líder comunista filho da puta que aparece dizendo que Marx foi deturpado, logo em seguida sempre faz justamente o que os outros líderes fizeram antes, que é justamente o que Marx ensinou fazer. Deturpado uma ova! Agora, quem discordar, explique como tem que ser o verdadeiro Marxismo.

Resposta 3:
Laurimar, você evidentemente não faz ideia do que Marx defendia. Karl Marx e Friedrich Engels apoiavam abertamente o extermínio de grupos étnicos inteiros, como os croatas e tchecos, aos quais eles se referiam como "lixo étnico" ("völkerabfälle", no texto Magyarische Kampf, disponível a partir da página 170 do volume VI das Obras Completas de Marx e Engels - edição alemã oriental de 1961, Dietz Verlag). Marx se referia a negros como "crioulos" e "impertinentes" (em carta a Friedrich Engels), e dizia que "as raças e classes demasiado fracas devem perecer" (em seu texto jornalístico "Forced Immigration"). Os dois autores defendiam o genocídio, as expropriações (que são defendidas nos dez preceitos do manifesto comunista, - obra que você pode encontrar em qualquer livraria) e todos os demais crimes dos regimes marxistas-leninistas.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Nova plataforma reúne denúncias de doutrinação ideológica em escolas

Monitor da Doutrinação permite que o leitor envie informações para serem averiguadas.

Diversos movimentos têm denunciado uma preocupação crescente sobre algumas condutas inapropriadas de professores dentro das salas de aula. Entre estas ações que despertam mais atenção, principalmente nas redes sociais, estão os casos em que ocorrem a chamada “doutrinação”, quando um professor usa seu tempo em sala de aula para extrapolar os conteúdos pré-definidos com claro posicionamento ideológico. 
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Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/nova-plataforma-reune-denuncias-de-doutrinacao-ideologica-em-escolas-0cijkytzyc7egle6n3rolpo7v

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

COISA DE PRETO

COISA DE PRETO
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Isso é coisa de preto
Só preto mesmo pra fazer isso
Ganhar destaque vindo dos guetos
Vencendo apesar do Estado omisso
E ao ver os portões fechados
Como barreiras para o aprendizado
Invadir os templos do ensino
Sendo levado nos corredores
Na cabeça e mãos dos professores
Como autor dos vários livros.
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Isso é coisa de preto
Só preto pra fazer uma coisa dessas
Conviver há séculos com o preconceito
Podendo andar sem abaixar a cabeça
E virar referência nas artes literária,
Cênicas, plásticas e na culinária
E em tudo o que exige talento
E despertar a análise crítica
Através das matérias jornalísticas
Como difusor do pensamento.
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Isso é coisa de preto
Tinha que ser preto mesmo
Para estar no mundo desde o começo
Sendo da humanidade o berço
Tendo superado os séculos
Mantendo o mesmo aspecto
De quando vivíamos irmanados
E tinha que ser coisa de branco
Não admitir de modo franco
Que somos pretos clareados.
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Eduardo de Paula Barreto
11/11/2017
www.acrosticos.site.com.br

DECÁLOGO DE ABRAHAM LINCOLN (1809-1865)


DECÁLOGO DE ABRAHAM LINCOLN (1809-1865)
1. Você não pode criar prosperidade desencorajando a iniciativa individual.
2. Você não pode fortalecer o fraco enfraquecendo o forte.
3. Você não pode ajudar os pequenos, esmagando grande.
4. Você não pode ajudar os pobres, destruindo os ricos.
5. Você não pode elevar o assalariado, pressionando quem paga o salário.
6. Você não pode resolver os seus problemas enquanto gasta mais do que ganha.
7. Você não pode promover a fraternidade da humanidade, reconhecendo e incentivando o ódio de classe.
8. Você não pode garantir a segurança adequada com dinheiro emprestado.
9. Você não pode construir o caráter e o valor de um homem tirando-lhe a independência, a liberdade e a iniciativa.
10. Você não pode ajudar os homens permanentemente fazendo o que eles podem e devem fazer por si mesmos.

O Nazismo é de Direita ou de Esquerda


Crédito da imagem: http://inacreditavel.com.br/wp/fundamentos-economicos-do-nacional-socialismo/

“Por isso existe essa eterna discussão sobre se ele [o nazismo] é de direita ou de esquerda. Muito mais produtivo seria se nós o compreendêssemos de maneira livre e sem colocá-lo a todo momento em gavetas à direita e à esquerda.”

"Creio ser importante uma consideração com relação a parte do texto em que chamo o nazismo de "direita".
Longe de querer entrar no debate sobre se o "nazismo é direita ou esquerda", mas algumas coisas devem ser esclarecidas.
O Nacional Socialismo assumiu durante sua existência uma característica amorfa frente aos espectros políticos bem determinados, como o fascismo e o comunismo, direita e esquerda.
O fascismo buscava uma espécie de retroação social e um regicismo moral na intenção de um inflar um apreço extremo pelo nacionalismo e superproteção econômica; o comunismo, por sua vez, possuía características mais internacionalistas, a moral era considerada algo da burguesia (superestrutura) e a economia era estatista (semelhante, por vezes, com o protecionismo acima mencionado).
O Nazismo teve características de ambos os lados, foi nacionalista, mas por vezes queria dominar todos os países possíveis numa espécie de impulso internacionalista; por vezes estatizou tudo, por vezes usou de métodos agressivos de industrialização em massa; por vezes se declarou abertamente contra o comunismo, por vezes se disse marxista; por vezes tinha o impulso progressista em seu modus operandi, por vezes um reacionarismo baseado no mito ariano.
A conclusão a que eu chego, e aqui ninguém precisa concordar comigo, é que o nazismo assumiu formas políticas que perpassavam ambos os espectros políticos pré-determinados.
Por isso existe essa eterna discussão sobre se ele é de direita ou de esquerda. Muito mais produtivo seria se nós o compreendêssemos de maneira livre e sem colocá-lo a todo momento em gavetas à direita e à esquerda.
Mas no texto em questão, a Polônia foi invadida por Nazistas e Soviéticos, e naquele momento o nazismo era o opositor militar da URSS, a invasão da Polônia era estratégico no terreno geográfico da guerra. Naquele momento o opositor do comunismo, com alianças com o fascismo de Mussolini, por exemplo, era a Alemanha nazista.
Então naquele terreno no qual a Polônia invadida se insere (e é justamente a parte contestada de meu texto), a Alemanha fazia as vezes da extrema-direita contra a extrema-esquerda.
Eu sempre me inseri nesse debate de maneira ponderada pelos motivos que acima expus.
O Nazismo não é como o comunismo russo, nem como o governo de Pinochet, governos em que conseguimos erigir dois modelos exatos de Estados tirânicos de direita e de esquerda.
O Nazismo é um caso à parte de mistura de mitologização ariana, um caráter revolucionário e reacionário, estratégias econômicas variadas, e um Estado que se aliava ora com fascistas, ora com o comunismo russo -- como no Pacto Molotov-Ribbentrop. Vladimir Tismăneanu, em "Do comunismo", faz essa relação mostrando como o stalinismo era por ora mais parecido com o fascismo do que com o comunismo, e como o nazismo atuava por vezes como os comunistas. Vladimir Tismăneanu chega a afirmar que eles são "gêmeos totalitários".
Enfim, esse debate vai muito além e ele resiste às simplificações, é muito mais complicado que a mera tachação aleatória.
Entretanto, reafirmo, no texto [Jornalista Militante + Desconhecimento Histórico] eu escrevi no sentido puro e simples de oposição militar em que a Polônia, como vítima de ambas as tiranias, ali se inseria.
Naquela configuração o nazismo fazia as vezes da "extrema-direita" contra a esquerda soviética. Isso é fato histórico, não opinião!"

(Pedro Henrique)

domingo, 5 de novembro de 2017

O colossal fracasso do socialismo


O colossal fracasso do socialismo

Alexandre B. Cunha
O socialismo é frequentemente apresentado como uma maneira viável de se organizar econômica e politicamente uma sociedade. Isso é um sério equívoco, pois esse regime somente produziu pobreza e opressão em todos os países em que foi implantado. Discute-se neste texto a esmagadora evidência de que o sistema em questão é, pura e simplesmente, um desastre.
Quando a II Guerra Mundial teve início em 1939, a União Soviética e a Mongólia eram as duas únicas nações socialistas no mundo. No final da década de 1970, a situação era bem diferente. A China e todos os países da Europa Oriental faziam parte do grupo socialista; Afeganistão, Angola, Benin, Camboja, Congo, Coréia do Norte, Cuba, Etiópia, Iêmen do Sul, Laos, Moçambique, Somália e Vietnã também haviam seguido o mesmo caminho. Desta forma, vinte e quatro países estavam organizados de acordo com as prescrições marxista-leninistas. Esse número seria ainda maior caso se levasse em conta que a Tchecoslováquia se desmembrou em duas nações, ao passo que a felizmente extinta URSS foi sucedida por quinze países independentes.
Definitivamente, não faltaram oportunidades para que a esquerda radical tivesse sucesso em criar o tão prometido ‘paraíso igualitário’. Contudo, o marxismo-leninismo fracassou em todos os locais. Dos vinte e quatro países identificados no parágrafo anterior, somente China, Coréia do Norte, Cuba, Laos e Vietnã ainda se declaram socialistas. De fato, cada uma dessas nações ainda possui o governo de partido único, o que é uma das características centrais de um estado marxista-leninista. Todavia, a partir da década de 1980, a China implantou diversas reformas que fizeram com que ela passasse a operar sob um regime econômico que por vezes é denominado de capitalismo de estado. Fenômeno similar ocorreu no Vietnã. Assim sendo, somente Cuba, Coréia do Norte e Laos ainda seguem a ortodoxia socialista.
Permita-me, prezado leitor, realçar em negrito os pontos centrais deste post: dos vinte e quatro países que eram socialistas em 1980, somente três ainda o são na presente data. Isto é, vinte e uma de vinte e quatro nações abandonaram a trágica estrada que deveria conduzi-las ao ‘paraíso’ marxista-leninista. E as três que não o fizeram são caracterizadas pela pobreza e pela opressão. Sejamos claros: isso é um fracasso colossal.
Não satisfeita, a esquerda radical resolveu se embaraçar ainda mais. Para tanto, ela repetiu o experimento socialista na Venezuela, o único país a ingressar no ‘clube’ desde a queda do Muro de Berlim. Evidentemente, o resultado foi mais um desastre. Apesar do socialismo ainda não estar plenamente implantado na Venezuela (pois lá ainda há propriedade privada e partidos de oposição), o país já está em uma situação de completo desarranjo.
Quando confrontado com esses fatos, o típico militante esquerdista frequentemente tenta atribuir o colapso de cada país socialista a algum problema que não seja diretamente relacionado ao socialismo. Por exemplo, ele faz afirmativas como “os países da Europa Oriental saíram arrasados da II Guerra”, “a crise venezuelana foi causada pela queda do preço do petróleo” e “Cuba é uma pequena ilha próxima a uma potência hostil”. O problema é que a Alemanha Ocidental também saiu arrasada da II Guerraoutros países produtores de petróleo não estão em crise; Taiwan, que é um dos países mais ricos do mundo, também é uma pequena ilha próxima a uma potência hostil. Ou seja, as desculpas em questão não se sustentam.
Em síntese, os esquerdistas agem como se eles tivessem uma poção mágica, chamada socialismo, capaz de resolver todos os problemas do mundo. Contudo, esse produto já foi “testado” em diversas ocasiões. Invariavelmente, a sua aplicação somente gerou miséria e tirania. E não existe motivo para se assumir que o resultado será diferente se houver outra tentativa.
http://www.odireitista.com/o-colossal-fracasso-do-socialismo/