A Economia de Cuba
Sugerido e escrito por Liberold, Revisado e narrado por BabYoda.
E aí? O
socialismo cubano realmente funciona?
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Para fechar o bingo dos continentes,
vamos a um país das Américas:
Cuba. Quando pensamos em socialismo,
lembramos logo de fracassos como Argentina e Venezuela. Porém, Cuba é sempre
apontada pelos socialistas como exemplo de "socialismo que deu
certo". Será que deu mesmo? Para entendermos a economia de Cuba, primeiro
temos que compreender a sua base.
Cuba é um arquipélago, cuja ilha mais
importante é Cuba (duh). Até o século XV, Cuba era habitada por povos
indígenas. Os livros de socialismo - oops, de história - gostam de representar
os índios como uma sociedade comunista ideal. Mas a realidade é que, apesar da
sociedade dita rudimentar, os indígenas possuíam estruturas política, religiosa
e social bem diferentes do ideal comunista. Embora seu professor de história
filiado ao PSOL negue, havia sim impostos, muitas vezes pagos em trabalho, além
de escravidão entre indígenas.
Mas, com o dito “descobrimento” da
América, Cuba se tornou uma colônia da Espanha, a qual instituiu o sistema de
'encomienda'. O governo da Espanha forneceria serviços públicos essenciais
como, por exemplo, proteção contra as armas do exército espanhol e, em troca,
os indígenas seriam obrigados a trabalhar, principalmente no cultivo de
cana-de-açúcar. Parece uma boa troca, né? Porém, com a morte de muitos índios
devido às doenças trazidas pelos europeus, a Espanha passou a enviar escravos
africanos para Cuba.
Em 1762, em decorrência da aliança
entre espanhóis e franceses na Guerra dos Sete Anos, Cuba foi invadida pela
Grã-Bretanha. Com isso, Cuba passou a vender açúcar para o resto do mundo, o
que rapidamente tornou Havana a terceira maior cidade das Américas.
Infelizmente, essa abertura comercial durou pouco. Um ano mais tarde, a
Grã-Bretanha trocou Cuba pela Flórida com a Espanha. Hoje, parece ter sido um
excelente negócio. Mas, na época, muitos britânicos foram contra, pois Cuba era
uma colônia rica e próspera por causa do açúcar e a Flórida era uma área
pantanosa sem importância.
Após sentirem o gostinho da liberdade,
os cubanos ficaram descontentes com o colonialismo espanhol. Mas a ideia de
independência ainda não tinha apoio suficiente para ocorrer. Porém, após a
revolta do Haiti, em que escravos mataram seus antigos senhores, o governo
espanhol temeu que algo similar ocorresse em Cuba, e passou a impedir o tráfico
de escravos. Isso mexeu com os bolsos dos donos dos canaviais, e eles
prontamente começaram a apoiar a independência de Cuba.
Por isso, no decorrer do século XIX,
houve diversas revoltas cubanas contra o domínio espanhol, embora sem sucesso.
Porém, em fevereiro de 1889, o navio USS Maine, que havia sido enviado para
resgatar americanos em Cuba durante as revoltas, foi afundado no porto de
Havana. Até hoje não sabemos quem foi o responsável. Mas os jornais americanos
rapidamente culparam os espanhóis e pediram para que o governo respondesse à
altura.
Sob pressão da mídia, o governo
americano declarou guerra contra a Espanha em abril daquele ano. Essa guerra
foi tão unilateral que, já em dezembro, o governo Espanhol assinou sua rendição
e concedeu aos Estados Unidos muitos territórios na América, dentre eles, Cuba.
Sim. Cuba teve a chance de se tornar
um estado americano, mas preferiu sua independência, formando a República de
Cuba em 1902. A princípio, essa ideia de república não foi bem aceita. Houve
diversos golpes e mudanças de presidentes até se fixar em uma ditadura. E como
foi que esse ditador conseguiu se manter no poder? Fácil. Prometendo criar uma
proteção legal para o oligopólio de açúcar. E ele foi bem zeloso nesse aspecto,
de forma que empreender no mercado açucareiro era praticamente impossível.
Então, os cubanos decidiram empreender em um mercado com potencial: o turismo.
Milhares de americanos visitavam Cuba
para desfrutar suas praias e seus cassinos. Lembrem-se que isso foi antes de
Las Vegas se tornar a meca dos jogos de azar. Assim, diversas empresas
americanas passaram a investir em Cuba, criando rodovias, portos e modernizando
as cidades. Toda essa infraestrutura e o aumento de empregos - e salários -
fizeram com que a classe média cubana ficasse tão rica quanto a americana.
Infelizmente, foi breve. Nos anos 50,
o comunismo trouxe miséria para os cubanos. Veja bem, Cuba estava tão bem
economicamente quanto os Estados Unidos. Mas a maioria dos americanos que
visitava Cuba era de ricos que fizeram fortuna com o livre mercado. Muitos
cubanos achavam que os americanos no geral eram bem mais ricos que eles. Como o
marxismo estava na moda, os cubanos acreditavam que eram explorados pelos americanos
- sim, por aqueles que bancavam o estilo de vida que eles desfrutavam.
Com isso, houve diversas revoluções
comunistas, levando à tomada do poder em 1959 pelo ditador da vez, Fidel
Castro, com ajuda do genocida homofóbico, Che Guevara. Abrindo parênteses, ao
contrário do que nos é ensinado, os Estados Unidos eram favoráveis à revolução
cubana, pois achavam que isso traria democracia para o país. Somente após Fidel
se tornar o ditador e instituir políticas comunistas, foi que o governo
americano percebeu seu erro.
O que se seguiu foi uma série de
estatizações das empresas e terras, incluindo muitas que pertenciam a
americanos. Foi como se o governo cubano estivesse expulsando os Estados
Unidos, o que moralmente deve ter sido bem satisfatório. Mas, economicamente,
mandar seu maior cliente embora não é muito inteligente. Por causa disso, os
Estados Unidos passaram a aplicar diversas sanções econômicas aos produtos
cubanos.
Socialistas brasileiros, que se dizem
economistas, referem-se a sanções econômicas como se fossem bombas jogadas na
economia de um país e pronto, mas não é bem assim. Há vários tipos de sanções.
Aqui vamos focar na utilizada no caso cubano: a proibição de compra de produtos
ou embargo comercial.
Aqui, o governo americano proibiu a
compra de açúcar cubano. Isso certamente foi ruim para Cuba, já que perdeu o
seu maior cliente. Mas também foi prejudicial para os americanos, já que o
açúcar cubano, que era o mais acessível, deixou de ser uma opção, e o açúcar e
os doces ficaram mais caros.
A diferença estava na solução adotada
por cada uma das partes para esse problema causado pelo estado. Num mercado
mais livre, como o americano, essa subida nos preços rapidamente levou à busca
por alternativas. Eis que entra em cena o xarope de milho. Ele não era tão
barato quanto o açúcar cubano, mas, com o aumento da demanda por esse produto,
mais pessoas passaram a cultivar milho, tanto que hoje o maior produtor de
milho do mundo (adivinha) são os Estados Unidos. Com o aumento da oferta, o
xarope de milho se tornou uma alternativa mais barata que o açúcar cubano.
Por outro lado, a economia
planificada de Cuba não reagiria tão rápido quanto o livre mercado. Se o
planejamento central ordenar, as pessoas vão produzir açúcar ainda que não
exista um comprador. Então, o que os cubanos fizeram com esse açúcar? Já que
Cuba era governada pelo partido comunista, nada mais justo do que pedir ajuda à
União Soviética, que passou a comprar o açúcar cubano em troca de maquinário e
tecnologia.
Geopoliticamente, isso era ótimo para
a União Soviética. Ela teria um aliado comunista próximo ao seu arquirrival e
aumentaria sua influência sobre o restante da América. Entretanto,
economicamente, essa foi uma das decisões mais idiotas do governo soviético.
Comprar açúcar, que os soviéticos já conseguiam por um custo menor, e ainda ter
que trazê-lo do outro lado do mundo, enquanto desperdiçava recursos para manter
a ditadura comunista cubana, era no mínimo um péssimo uso de dinheiro, beirando
a insanidade.
Graças à ajuda soviética, Cuba se
desenvolveu, principalmente no ramo militar. Quem assistiu ao vídeo "A
Economia de Angola" deve se lembrar que Cuba enviou cerca de 35 mil
soldados em ajuda aos seus comunistas preferidos, dos quais 5 mil morreram
nessa guerra. Se tem uma coisa que os comunistas odeiam é matemática.
Porém, em 1991, a União Soviética
deixou de existir e, com ela, foi-se a maior fonte de renda cubana. Some a isso
a queda drástica no preço do açúcar, já que os Estados Unidos estavam
exportando xarope de milho, e o resultado foi que o PIB cubano caiu cerca de
35%. Mas o que Cuba iria fazer? Poderia se fechar para o restante do mundo e
aparecer somente quando a fome apertasse, como a Coreia do Norte, ou abrir seu
mercado, como a China.
Bem, Cuba escolheu a terceira opção:
parasitar os novos estados socialistas da América Latina - Argentina, Venezuela
e, é claro, Brasil. Quem não se lembra da montanha de dinheiro que os governos
petistas entregaram nas mãos do ditador cubano? Em troca, os governos
socialistas recebiam trabalho escravo. Vejam o programa "mais
médicos". Muitos países recebiam esses “médicos” que tinham 80% de seus
salários confiscados pelo governo comunista, enquanto suas famílias eram
mantidas reféns. Ó, e nesse caso, tais "médicos" possuíam grau de
conhecimento equivalente a alunos do ensino fundamental.
Diferentemente do que socialistas
brasileiros propagam, educação, saúde e segurança cubanas são péssimas. Eles
falam que são boas porque o próprio governo estabelece as metas e manipula os
dados. Se o governo diz que basta assinar o próprio nome para ser alfabetizado,
então pouco importa se a maioria da população não sabe ler. O estado venceu o
analfabetismo. O único campo em que a educação cubana é um sucesso é na
doutrinação. Existem aulas de marxismo até em faculdades de engenharia.
Porém, parasitar outros países não
foi suficiente para manter o socialismo cubano. Então, em 1994, Cuba lançou um
programa para incentivar o turismo. Um ano depois, o turismo já havia
ultrapassado o açúcar como fonte de renda para a ditadura cubana. Todo ano,
milhões de turistas visitam Cuba. Talvez para ver a pobreza do lugar e se
sentirem melhores, já que até os carros ainda são os enviados pela União
Soviética nos anos 70 e 80. Estima-se que o turismo cubano fature de 1,7 a 1,9
bilhões de dólares por ano. O interessante é que essa reabertura gerou uma
situação hilária para a economia cubana.
Imaginem a seguinte cena: duas amigas
cubanas se encontram no meio da rua. A primeira pergunta: “Amiga, tudo bem? E o
namorado?” E a outra responde: “Amiga, não tô mais namorando, ele mentiu pra
mim. Ele me disse que trabalhava como carregador de malas em um hotel, mas
descobri que ele era só um neurocirurgião.” Essa piada antiga entre economistas
infelizmente é verdadeira. Em Cuba, um neurocirurgião ganha aproximadamente 30
dólares por mês - e a média salarial cubana é de aproximadamente 25 dólares.
Enquanto que um carregador de malas recebe gorjetas de americanos. Se ele
receber 1 dólar de gorjeta por dia, ao final do mês ele receberá mais do que um
médico cubano.
E olha que ainda não falamos de uma
das maiores fontes de renda para os cubanos. Todos os anos, cerca de 2 bilhões
de dólares são enviados por cubanos que vivem nos Estados Unidos aos seus
familiares em Cuba. Não é de se admirar que o governo cubano tente controlar
toda informação e doutrinar ao máximo sua população, chegando até a restringir
o acesso à internet. Isso é feito para evitar que os cubanos saibam que podem
ter uma vida melhor fora do país. Porém, o contato que eles têm com os turistas
já faz com que milhares se lancem ao mar tentando chegar aos Estados Unidos.
Coincidentemente, o dinheiro enviado por esses fugitivos de fora do país é o
que impede que milhares ou até milhões de cubanos morram de fome.
QUE FIQUE AQUI UMA LIÇÃO PARA OS QUE ACHAM QUE A VIDA É A COISA MAIS IMPORTANTE. É MELHOR MORRER LIVRE DO QUE VIVER COMO ESCRAVO. É POR ISSO QUE MILHARES DE CUBANOS ARRISCAM SUAS VIDAS TODOS OS ANOS EM BUSCA DE LIBERDADE.
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https://www.youtube.com/watch?v=uzvcztUmMwA
https://books.google.com.br/books?id=hx2_y7Vu-PUC&pg=PA463&hl=pt-BR&redir_esc=y#v=onepage&q&f=false
https://money.cnn.com/2014/12/17/news/economy/cuba-remittances/
https://www.penaestrada.blog.br/como-funciona-internet-em-cuba/
https://en.wikipedia.org/wiki/Cuba
https://en.wikipedia.org/wiki/Republic_of_Cuba_(1902%E2%80%931959)
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