terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Alguns conselhos para aqueles que genuinamente querem ajudar os pobres:

Se você está preocupado com a 'justiça social' e quer genuinamente ajudar os pobres a subir na vida de maneira permanente e independente, há alguns procedimentos que você pode seguir.
Sua primeira e imprescindível obrigação para com os pobres é: não se torne um deles e não faça com que outros se tornem um deles.  Será muito mais difícil ajudar pessoas pobres se você ou seu vizinho se tornar pobre.  
Assim como você não deve se tornar pobre, você também não deve defender políticas que levem ao empobrecimento de ricos na crença de que isso levará ao enriquecimento dos pobres.  Para o pobre, não interessa se foi você ou o seu vizinho que empobreceu por meio de medidas do governo; a situação dele não melhorará.  Um rico empobrecido não cria um pobre enriquecido.  A economia não é um jogo de soma zero.
Não sendo pobre, você tem uma escolha: você pode dar o peixe para os pobres comerem ou você pode lhes arrumar um emprego e ensiná-los a pescar o peixe por conta própria — isto é, ensiná-los a serem seres humanos produtivos.
O que nos leva à sua segunda obrigação: se você quer ensinar os pobres a serem independentes e capazes de se auto-ajudar, comece dando o exemplo ainda dentro de sua própria casa.  Crie seus filhos de maneira austera.  Filhos independentes e não-mimados se tornam mais produtivos, mais solícitos, mais realistas e menos propensos a roubar ou a ser desonestos.  No futuro, seu filho poderá servir de exemplo comportamental para aquelas pessoas que você está preocupado em ajudar.
Dado que todos vivemos no mesmo planeta (e não há como fugir dele — vivos), todos enfrentamos o mesmo problema sobre como alocar recursos escassos da maneira mais eficiente possível do modo a satisfazer desejos cada vez maiores (já são quase 7 bilhões de pessoas na terra).  Há duas maneiras de se alocar recursos: 1) por meio da força, ou seja, por meio de decretos e coerções governamentais; ou 2) voluntariamente, por meio do sistema de preços fornecido pelo mercado. 
Esta segunda maneira é mais duradoura e, logo, preferível para ser adotada com o intuito de sustentar a vida de um enorme número de pessoas.  Por isso, é também sua obrigação explicar às pessoas — principalmente aos seus amigos igualmente sedentos por 'justiça social' — como funciona uma economia de mercado e por que apenas ela pode criar a maior quantidade possível de bens e serviços para os mais pobres, melhorando seu padrão de vida.  Todo e qualquer sistema econômico socialista sempre culmina em escassez e em racionamento de recursos, exatamente o contrário do que você quer para os mais pobres.
Sua terceira obrigação para com os pobres é dar bons exemplos, de modo que eles se sintam estimulados a emular seu sucesso.  Não minta, não roube, não trapaceie e não tome dinheiro das pessoas, tampouco utilize o governo para fazer isso por você.  Não enriqueça por meio de políticas governamentais.  Não aceite dinheiro nem privilégios do governo — dado que o governo nada cria, tudo o que ele lhe dá foi adquirido coercivamente de terceiros (na esmagadora maioria dos casos, contra a vontade de seus legítimos proprietários), uma medida que gera apenas ressentimento destes pagadores de impostos.  Uma civilização que é erigida sobre o roubo e sobre privilégios não pode ser duradoura.  Dê o exemplo não contribuindo para o perpetuamento deste arranjo.
Em um futuro muito próximo, será cada vez mais difícil para um indivíduo preservar sua riqueza.  Governos falidos ao redor do mundo — consequência econômica inevitável de estados assistencialistas e inchados — estarão sedentos para confiscar quaisquer ativos remanescentes em uma desesperada tentativa de prolongar sua sobrevivência (mas sempre em nome do "bem público").  Os direitos individuais serão abolidos em nome do 'bem comum' e várias leis serão criadas com o intuito de tornar ilegal qualquer medida que vise a proteger a riqueza dos indivíduos mais ricos — e aí sim veremos uma verdadeira caça às bruxas.
Algumas pessoas acreditam que poderão evitar problemas caso voluntariamente entreguem seu dinheiro para o governo (ou peçam para que o governo o tribute).  Pode ser, mas o fato é que durante a hiperinflação da França nos anos 1790, os ricos que não fugiram foram decapitados.  Talvez a França tenha sido um caso extremo, mas a história mostra que sempre que os ricos foram pilhados por políticos populistas, os resultados não foram bonitos.  Portanto, não empreste sua retórica e nem dê seu apoio a políticos ou movimentos políticos que defendam o confisco direto da riqueza dos mais ricos.  Além de os pobres nunca terem sido beneficiados por tais medidas (algo economicamente impossível), você estará apenas aumentando o número de pobres.
Portanto, sua quarta obrigação para com os pobres é assegurar parte da sua riqueza para as gerações futuras.  Dado que você genuinamente quer ajudar os pobres, acumule o máximo possível de ativos, trabalhe bastante e produza muita riqueza durante seu tempo de vida.  Ao produzir riqueza, você não apenas estará empregando pessoas e enriquecendo-as também, como estará produzindo para toda a humanidade uma maior quantidade de bens e serviços.  É assim que você fará com que as pessoas subam na vida. 
Caso prefira o assistencialismo puro, você também tem a opção de distribuir toda a sua riqueza quando se aposentar ou quando morrer.  Quanto mais riqueza você produzir, mais você poderá distribuir.  Você tem liberdade de escolha.  Em vez de folgadamente defender o esbulho da riqueza alheia, crie você próprio a sua riqueza e então a distribua para os pobres — ou, melhor ainda, empregue-os neste processo de criação de riqueza.
Durante este processo, você terá de saber manter seus ativos a salvo do perigo, evitando que sejam confiscados pelo governo ou que simplesmente sejam esbanjados e dissipados.  É neste quesito que você terá seus maiores problemas, muito embora várias famílias já tenham demonstrado ser possível manter sua riqueza ao longo de gerações.  Sua riqueza provavelmente estará na forma de ativos produtivos que são difíceis de serem movidos de um país para o outro.  Isso tornará mais difícil se proteger do governo doméstico, que estará ávido para confiscar sua riqueza quando ele precisar do dinheiro.  Conclusão: você terá de diversificar seus ativos ao redor do mundo, de modo que, quando o governo de um país se tornar muito ganancioso (sempre para ajudar os pobres), você terá outra base de operações da qual operar.  Isso irá garantir que você se mantenha fiel à sua primeira obrigação para com os pobres.  Quem disse que é fácil concorrer com o amor do governo pelos pobres?
Caso continue preferindo ensinar a pescar em vez de dar o peixe, sua quinta e última obrigação para com os pobres é legar em herança sua riqueza para alguém (ou para um grupo de pessoas) que irá dar continuidade ao seu trabalho de fazer deste mundo um lugar melhor para os pobres viverem, com uma maior produtividade e uma mais eficiente alocação de ativos.  Esta poderá ser a tarefa mais difícil de todas. 
Ser caridoso com a riqueza dos outros é uma delícia.  Arregaçar as mangas e produzir por conta própria aquilo que você quer ver distribuído já é um pouco mais trabalhoso.  Mas seu amor genuíno aos pobres servirá de estímulo todas as manhãs.  Boa sorte!
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1446

sábado, 3 de dezembro de 2016

As dez leis fundamentais da economia
Sociedades que as respeitam e não tentam revogá-las enriquecem

Economês, simples o suficiente até para Humanas. (rsrsrs) (PauloGeo)

"1. Para consumir é necessário antes produzir.
2. O consumo é o objetivo final da produção.
3. Não há nada que seja realmente gratuito.
4. O valor das coisas é subjetivo.
5. Sem poupança não há investimento e sem investimento não há acumulação de capital; sem acumulação de capital não há maior produtividade e sem mais produtividade não há aumento da renda.
6. Gastos são custos; o multiplicador da renda implica a multiplicação dos custos.
7. O dinheiro, por si só, não é riqueza. Dinheiro é um meio de troca; riqueza é abundância de bens e serviços e bem-estar. O governo criar mais dinheiro não significa criar mais riqueza.
8. O trabalho, por si só, não cria valor; para ter valor, um bem produzido tem de ser útil e demandado por consumidores que voluntariamente querem consumi-lo. [Entendeu, Marx!?)
9. No capitalismo de livre concorrência, o lucro econômico é o bônus extra que uma empresa ganha por ter sabido alocar corretamente recursos escassos.
10. Todas as leis genuínas da economia são puramente lógicas e, como tais, não precisam ser verificadas e nem podem ser empiricamente falsificadas."
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2579


Marxismo Cultural, Escola de Frankfurt... Com relação ao "estudante de escola pública" deixo claro que não concordo com o estigma e tampouco com a generalização. (PauloGeo)

Fidel Castro, senhor de escravos



Já cansei da turma que fala dos tais “avanços sociais” em Cuba para justificar a mais longa e cruel ditadura do continente. Em outras ocasiões, mostrei que esse papo é pura falácia, embuste, e considero inaceitável a concessão que muitos fazem a esse “lado bom” da tirania comunista em Cuba.
Mas como fico muito indignado com essa canalhice, o tom pode sair um pouco acima do necessário para abrir os olhos de algumas pessoas. Para isso temos Leandro Narloch, sempre com sua forma mais suave de abordar os assuntos. Em artigo de hoje na Folha, Narloch mostra claramente que mesmo se tais avanços fossem verdadeiros – e não são – Fidel ainda teria de ser considerado um cruel senhor de escravos:
Imagine se historiadores descobrissem que um barão do café do Brasil Imperial fornecia saúde e educação de qualidade a seus escravos. Uma tese de doutorado mostraria que a taxa de analfabetismo e mortalidade infantil dessa fazenda era a menor do país e que os escravos ainda tinham acesso aos melhores tratamentos de câncer disponíveis no século 19.
No entanto, como em qualquer fazenda de café da época, todos ali eram obrigados a trabalhar. Quem tentasse fugir, se recusasse a servir o fazendeiro ou reclamasse das condições recebia punições e castigos.
O sistema dessa fazenda deixaria de ser escravidão? Deveríamos reverenciar o barão escravista porque tomou a atitude revolucionária de garantir saúde e educação aos escravos, apesar das restrições de liberdade? 
Peço que o leitor adicione só mais um detalhe a essa história. Considere agora que esse senhor de escravos não viveu no Brasil do século 19, e sim em Cuba, no século 20.
Narloch não aceita a premissa de que houve mesmo avanços, lembrando que falta até sabonete na ilha, luz elétrica, e as condições são precárias em todo lugar, inclusive nos hospitais. Mas seu argumento é forte pois independe dessa premissa. Ou seja, mesmo se aceitarmos a falácia dos indicadores sociais, isso não inocenta Fidel em nada.
“Mas se fosse verdade, se o governo comunista tivesse de fato criado boas escolas e um eficiente sistema de saúde, isso faria de Fidel menos assassino, menos escravista?”, pergunta o autor. E sabemos a resposta. Quem poderia dizer que sim? Só mesmo alguém que admite publicamente não ligar para a democracia, para a liberdade, para os direitos individuais. Só mesmo um defensor do regime escravocrata!
O eufemismo, a mudança de rótulo, não altera o fato. Podem chamar Fidel de “líder revolucionário”, como fazem os intelectuais latino-americanos. Mas isso em nada muda a realidade: Fidel não passava de um senhor de escravos perdido no século 21. E se você defende esse tirano, então saiba que você não é um defensor dos pobres, da democracia, do povo ou da igualdade; você é tão somente um bajulador de senhores de escravos.
Rodrigo Constantino

http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2016/12/1837671-fidel-castro-senhor-de-escravos.shtml
http://rodrigoconstantino.com/artigos/mesmo-se-fossem-verdade-os-tais-avancos-sociais-fidel-continuaria-sendo-um-senhor-de-escravos/?fb_comment_id=1256898821039277_1257232981005861&comment_id=1257217407674085&reply_comment_id=1257232981005861#f375891338cc78

sábado, 19 de novembro de 2016

A REVOLUÇÃO DOS BICHOS: UMA ALEGORIA A CORRUPÇÃO DO PODER NA UNIÃO SOVIÉTICA COMANDADA POR SEU LÍDER, JOSEF STALIN (PauloGeo)

A Revolução dos Bichos
A decepção com o stalinismo ou com o autoritarismo ditatorial que desvirtuou os propósitos da Revolução soviética atingiu vários intelectuais europeus que foram comunistas ou simpatizantes do comunismo em meados do século 20. Foi exatamente essa decepção que levou o inglês George Orwell a escrever as duas obras que o colocariam na história da literatura universal: "1984" e "A Revolução dos Bichos".
Neste último o autor tematiza exatamente o fracasso da Revolução e a ascensão do stalinismo, recorrendo ao velho expediente das fábulas tradicionais, ou seja, utilizando-se de animais para representar os homens. O ponto de partida são as reflexões de um velho porco (que representa Karl Marx), o qual constata que os animais, apesar de superiores aos homens, são explorados por eles. Propõe, então, uma revolução que modifique esse estado das coisas.
O porco morre, mas outros porcos decidem levar seus ideais adiante, promovendo a revolução na fazenda onde vivem. Com o auxílio de outros animais, subjugam o dono da propriedade, que passam a administrar, teoricamente em benefício da coletividade animal. Porém, com o passar do tempo, os porcos vão se impondo aos outros bichos e assumem, na prática, o papel que era exercido pelos homens.
Na visão orwelliana do processo revolucionário, os porcos representam os bolchevistas e o desenvolvimento da trama vai mostrá-los assumindo o mesmo papel de domínio e exploração anteriormente exercido pelos homens, que se identificariam com a burguesia.
É impossível discordar do autor no que se refere ao chamado socialismo real. Em todos os lugares do mundo onde ele foi implantado ao longo da história, um partido - e via de regra o líder desse partido - tomaram o lugar da classe social que deveria comandar o processo revolucionário, substituindo a "ditadura do proletariado" proposta por Marx por uma ditadura do partido. Foi assim na União Soviética e em seus satélites do Leste Europeu, na China, no Camboja, em Cuba e na Coréia do Norte.
Dada a difusão das idéias socialistas em toda a América do Sul, a leitura de "A Revolução dos Bichos" continua atual e oportuna, ajudando o leitor a refletir sobre utopias e realidade, bem como a questionar a retórica da construção de uma sociedade mais justa e igualitária, em nome da qual "os fins justificam os meios" 
http://educacao.uol.com.br/resenhas/a-revolucao-dos-bichos.htm 

COMPRAR, JOGAR FORA, COMPRAR: A HISTÓRIA DA OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA

Temas abordados: indústria, obsolescência programada, consumo, capitalismo, recursos naturais, lixo.

Título original: The Light Bulb Conspiracy.
Lançamento: 2010.
Origem: Espanha.
Direção: Cosima Dannoritzer.
Gênero: documentário.
Duração: 52 min.
Idioma: espanhol.

Sinopse

O documentário evidencia a prática da obsolescência programada (ou planejada) como o motor da sociedade de consumo, onde desde os anos de 1920 fabricantes começaram a diminuir a vida útil dos produtos para aumentar as vendas.
http://linguagemgeografica.blogspot.com.br/search/label/Filmes%20Geogr%C3%A1ficos

A REVOLUÇÃO DOS BICHOS

Temas abordados: sociedade e revolução.

Título original: Animal Farm.
Lançamento: 1999.
Origem: EUA.
Direção: John Stephenson.
Gênero: aventura.
Duração: 91 min.
Idioma: inglês.

Sinopse 


A REVOLUÇÃO DOS BICHOS: UMA ALEGORIA A CORRUPÇÃO DO PODER NA UNIÃO SOVIÉTICA COMANDADA POR SEU LÍDER, JOSEF STALIn.
"A Revolução dos Bichos". Considerada um best-seller, a obra narra a história do fazendeiro Jones, um homem beberrão e cruel que explora seus animais. Revoltados com seu proprietário, eles se organizam em seu lar. De posse da terra, os bichos passam a controlar o lugar, decretando uma série de novas regras, mas, na busca de uma sociedade ideal, vêem-se traídos pela opressiva atuação dos novos dirigentes. (George Orwell)

OS DEUSES DEVEM ESTAR LOUCOS

Temas abordados: cultura, sociedade.

Título original: The gods must be crazy.
Lançamento: 1980.
Origem: Botsuana/África do Sul.
Direção: Jamie Uys.
Gênero: comédia.
Duração: 1h40min.
Idioma: inglês.

Sinopse


Num certo dia, de um avião de passagem, o piloto joga fora uma garrafa de vidro de Coca-Cola e inicialmente esse artefato estranho parece ser um presente dos deuses, com muitos usos a serem descobertos. Mas na tribo, os conflitos foram aumentando, já que há somente um frasco para dividir entre todos da tribo. Então, decide-se que o frasco deve ser jogado fora do planeta. Xi se oferece para a tarefa, e enquanto viajava para cumpri-la, ele encontra membros da civilização ocidental pela primeira vez. O filme apresenta uma visão diferente da civilização vista por Xi.

O MUNDO SEGUNDO A MONSANTO

Temas abordados: meio ambiente, produção de alimentos, globalização.

Título original: The World According to Monsanto.
Lançamento: 2008.
Origem: França.
Direção: Marie-Monique Robin.
Gênero: documentário.
Duração: 1h 48m.
Idioma: inglês.
Sinopse 
O documentário "O Mundo segundo a Monsanto" traça a história da principal fabricante de organismos geneticamente modificados (OGM), cujos grãos de soja, milho e algodão se proliferam pelo mundo, apesar dos alertas de ambientalistas.